Quadrinhos e Formação do Leitor

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Esta imagem eu confeccionei junto como Prof. Henrique para capa da edição de número 5 da revista Imaginário! em homenagem a Elydio. Usei técnica de rotoscopia sobre um desenho de Elydio que é capa do seu fanzine intitulado ‘Biograficzine’.

No dia 02 de dezembro de 2014, o CCSA/UFPB realizou um evento e que com muito entusiasmo eu aceite o convite.

Intitulado ‘Quadrinhos e Formação do Leitor’ o evento organizado pelo Grupo de Estudos Transdisciplinares Educação e Saúde coordenado pela Profª. Drª Ana Elvira Steinbach Torres com o apoio dos estudantes Delbiana Lopes, Luciene Souza e Rideygue Araújo Clementino, e o Grupo de Pesquisa de Quadrinhos (GPHQ/UFPB), do qual eu faço parte, coordenado pelo Prof. Dr. Henrique Magalhães.

Realizou-se atividades à tarde e à noite no auditório 211 do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal da Paraíba.

No horário da tarde ocorreu o lançamento do livro do Prof. Dr. Alberto Pessoa (DEMID/UFPB) intitulado ‘A Linguagem dos Quadrinhos: definições, elementos e gêneros’ da Ed. Marca de Fantasia. Prof. Henrique Magalhães, em nome do GPHQ, prestou nossa homenagem ao estimado Prof. Dr. Elydio do Santos Neto. Ele foi por um curto período membro do GPHQ e professor do Centro de Educação da UFPB. Um ser humano impar com a capacidade de alegrar e motivar a todos ao seu redor! A edição de número 5 da revista acadêmica Imaginário! que nós do GPHQ publicamos e foi criada com apoio de Elydio, fez homenagem ao mesmo. Após o lançamento do livro e nossa homenagem a Elydio, a Prof. Ana Elvira coordenou a mesa-redonda que debateu o tema do evento ‘Quadrinhos e Formação do Leitor’. A Profª. Mestra Keliene Christina e eu apresentamos nossas ações didático-educativas com histórias em quadrinhos. Em especial, eu apresentei como eu ensino desenho e quadrinhos, e as atividades que desenvolvi a frente do Projeto Calango (PPGC/UFPB). Após nossas explanações, tivemos um intenso e produtivo debate sobre o uso dos quadrinhos em sala de aula.

À noite tivemos a homenagem do Centro de Educação ao Prof. Elydio feita pela Profª. Drª. Edna Brennand e pelo diretor do CE, Prof. Dr. Wilson Honorato Aragão. E pudemos ter neste momento a grandiosa presença da Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva da Universidade Metodista de São Paulo, companheira de Elydio, que partilhou conosco seu belíssimo projeto de doutorado que aborda o tema ‘alfabetização com histórias em quadrinhos’. Uma palestra de imensurável ensinamento de como educar e alfabetizar utilizando histórias em quadrinhos.

A felicidade de participar de ações como estas da-me alegria de que, nas próximas gerações, teremos menos esteriótipos e preconceitos relacionados à histórias em quadrinhos.

Quadrinhos são uma excelente ferramenta em sala de aula para todas – afirmo com convicção – todas disciplinas no ensino fundamental e médio. Porque é uma forma de aproximar os conteúdos de sala de aula com o universo cotidiano infanto-juvenil.

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“Mulheres: A(r)mem-se contra a violência!”

Fiz esta HQ de uma página como maneira de expressar meus sentimentos diante dos absurdos que presencio mas, e que infelizmente, tenho que me calar. Mulheres de todo o mundo, por favor, não viva esta história. E não permitam que ela se repita.

Ultimamente, comportamentos de desrespeito de homens para com mulheres irritou-me profundamente. Três situações foram as piores e que me irrita ao lembrar:

Um casal sentado atrás de mim num ônibus discutia; ele por desconfiança de sei-lá-que-motivo tomou o celular dela e ela implorava de forma nada discreta em meio ao coletivo que ele devolvesse seu aparelho de telefonia móvel.

Situação semelhante ocorreu quando, perto de minha casa, eu esperava o ônibus. Outro casal discutia: ela também mendigava ao seu companheiro seu telefone celular de volta; ele sequestrou o aparelho telefônico – aparentemente – por ciúmes.

Um casal que habita vizinho a minha residência é o caso que mais me perturba literalmente. Ele é alcoólatra, bebe de quarta à domingo, canta e ouve músicas em alto som, perturbando a paz da vizinhança (além da minha). E eles brigam ferozmente. Até a polícia já apareceu para interceder as brigas.

Irritante não é apenas o comportamento destes homens mal educados. Pior é a submissão desta mulheres em permitir serem vítimas de tal violência.

Mulheres: se você tem amor próprio, procurem companheiros que as amem e respeitem e eduquem seus filhos para que não repitam o comportamento tirano de desrespeito para com as mulheres. Sim, acredito eu que o mal sofrido por mulheres, além do mal exemplo de outros homens (pais, tios, e outros homens da convivência), venha da ausência da educação feminina, que permite que o comportamento se repita por gerações. Na minha família, por exemplo, chefiada na grande maioria por mulheres, não há casos de abusos e violências contra mulheres. E os que tentaram, se arrependeram amargamente.

Por tanto, parafraseando um termo que li nas paredes da UFPB:

“Mulheres: A(r)mem-se contra a violência!”

Discussão sobre a influência dos quadrinhos na formação do leitor promovido pela FUNESC

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No dia 19 de outubro de 2014 eu participei da mesa-redonda cujo tema foi ”a importância dos quadrinhos na formação do leitor”. Esta atividade foi promovida pela FUNESC -Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo sob a coordenação de Thaïs Gaulberto e que também foi mediadora deste debate. Esta ação educativa e cultural da FUNESC foi gratuita e aberta ao público em geral.

Na tarde de domingo, às 15h no auditório 6 do mezanino 2 do Espaço Cultural tivemos uma agradável tarde com participantes das mais diversas áreas do conhecimento interessadas pelo tema: alunos e professores universitários, quadrinistas locais, professores do ensino fundamental e médio, e demais interessados o tema.

Foi uma alegria poder participar de tal atividade juntamente com Keliene Christina que eu conheci na graduação em História na UFPB. Keliene Christina é professora de história, que utiliza os quadrinhos como ferramenta na sala de aula. Sua graduação teve como tema História em Quadrinhos e seu mestrado também. Também junto conosco esteve Januncio Neto (com quem eu trabalho nas atividades da Associação Cultural Studio Made in PB) que é quadrinista e professor do grupo Made in PB.

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Espaço HQ – O evento faz parte do projeto “Espaço HQ”. Desenvolvido pela Funesc, o Espaço HQ pretende realizar mensalmente atividades voltadas a esse segmento de produção, como oficinas, laboratórios, discussões, palestras e vivência entre profissionais e amadores da área.

A primeira ação do projeto iniciou em outubro, com o Laboratório de Quadrinhos, ministrado pela quadrinista Thaïs Gualberto . Durante as segundas-feiras deste mês, os participantes assistem a aulas e nessas aulas são apresentados a eles diversos quadrinhos e em cima desse material, são feitas experimentações.

Iniciativas como estas são essenciais para que haja melhor qualidade no ensino e que o ato de ensinar não seja mecânico, decorativo e repetitivo. Que o conhecimento seja algo que o aluno se identifique, veja sentido e função.  Sem estes três elementos, o alunado não despertará o interesse em aprender, gostar de estudar e de ler.

Quadrinhos são excelente ferramentas de ensino para exercício de leitura e interpretação, para criatividade, desenvolvimento da escrita e senso crítico.

Fontes:

Memorial dos Quadrinhos da Paraíba.

Paraíba On Line.

Homenagem a ThunderCats

Essa é uma notícia antiga mas quero deixar o registro.

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No dia 9 de maio de 2014, na Gibiteca Marcel Rodrigues Paes (Gibiteca Santos) localizada na cidade do litoral paulista Santos, ocorreu a abertura da exposição Homenagem por uns 30 Artistas – ThunderCats. Esta amostra foi organizada por Denis DYM Freitas (desenhista e arte finalista de HQs). Com muita alegria recebi seu convite no início de 2014 para participar desta exposição juntamente com outros desenhista e colegas de profissão.

Além das nossas artes impressas e expostas na Gibiteca Santos, nossos desenhos também estão expostos numa galeria virtual criada por Denis DYM Freitas no endereço abaixo:

http://thundercats30.tumblr.com

ThunderCats foi uma série de animação desenvolvida por Rankin/Bass e distribuída por Lorimar-Telepictures em 1983, baseada nos personagens criados por Tobin “Ted” Wolf. A animação foi produzida por Pacific Animation Corporation, um grupo de estúdios japoneses, incluindo a Topcraft, que mais tarde viria a formar o Studio Ghibli. A primeira temporada foi ao ar em 1985 (com 65 episódios), seguido do filme intitulado ThunderCats – HO! em 1986. As temporadas 2 (1987-1988), 3 (1988-1989), e 4 (1989-1990), seguiram o novo formato de 20 episódios cada. No Brasil, a série foi inicialmente exibida em 1986 até 1990, exibindo somente os primeiros 100

A minha participação foi com o desenhos de uma personagem pouco lembrada do público em geral. Ela chama-se Mandora. É policial espacial que aparece primeiramente na saga dos piratas espaciais. Veja sua primeira aparição na série animada para a TV.

Eu desenhei uma arte estilo ‘pin up’ desta com diversos materiais de desenho. A escolha deles está relacionada ao efeito visual que cada um proporciona e resultado estético que eu almejava.

Utilizei para a confecção desta, inicialmente, lápis grafite para esboçar. Suavemente, delineei com canetas nanquim de ponta porosa da marca Steadtler, porque sua tinta é resistente à água. Apliquei aquarela da marca Winsor&Newton onde queria efeitos de transparência e para cobrir grandes áreas, como no espaço sideral ao fundo da figura.

No geral da personagem Mandora, eu utilizei lápis de cor da marca Faber-Castel (uma caixa ‘velhinha’ com 48 cores) para colorir cabelos, pele, luvas, botas e partes de volume da roupa. Para o preenchimento da sua vestimenta usei tinta nanquim para ter cor uniforme e sólida.

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NU: uma parceira de sucesso!

 Hoje às 18 horas, dia 10 de setembro de 2014, no Café Furtacor (aqui em João Pessoa-PB) ocorrerá um evento especialmente importante pra mim: a estreia da NU Estamparia dos meus estimados Paulo e Cecília. 

Para mim é uma enorme alegria poder fazer parte e colaborar com os sonhos e projetos das pessoas. É uma relação de entusiasmo, afeto, confiança. 

Eu produzi três (03) estampas para a NU. Uma particularidade das 3, é que eu utilizei a cor da camisa na composição; o que faz com que a arte interaja com o suporte, não como um elemento inserido. Na minha opinião, uma imagem quadrada sobre a camisa parece que esta virou um ‘outdoor’. Eu gosto de ”brincar” com o suporte das artes.

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La Face de la Calavera, foi a primeira estampa que desenvolvi para a NU.

Acima está a estampa que batizei com o nome “La Face de la Calavera” Esta composição foi produzida com aquarela na cor preta da marca Pentel, nanquim indiano da marca Talens e canetas nanquim da marca Steadtler; utilizei papel sulfite tamanho A3 gramatura 240 g/m²; usei pincéis de pelo de orelha de boi referência 182 da marca Pictore Tigre, e usei – para alguns detalhes mais delicados – pincéis de pelo de marta kolinsky da marca Winsor&Newton da série 7.

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Respícere foi a segunda arte que desenvolvi para a NU.

 Na paleta de cores das futuras camisas que Paulo e Cecília disponibilizaram pra mim, há um tom de rosa muito lindo e quando eu o vi, veio a minha o seu simbolismo de ‘amor’ e, por sugestão de Paulo e Cecília, eu criei uma estampa em prol do respeito as diversas formas de amor. Sendo o rosa uma cor associada as mulheres, eu fiz uma composição com variantes do mesmo tom de base da camisa, ilustrando um amor feminino. E esta evocando as nobrezas do verdadeiro amor. Independente de cor, credo ou parâmetros de falsa moral. O amor de verdade não faz mal a ninguém; pelo contrário: amar de verdade só faz bem! Esta estampa chama-se “Respícere” e esta palavra é em latim que significa, segundo Nilson José Machado: “O verbo latino respícere, do qual se origina respeitar, significa ver com atenção, examinar, velar por, proteger. Respeita não é apenas ver, é voltar os olhos para o outro, ponderar, sentir-se responsável, sentir em si as dores do outro, sentir junto com o outro, que é sentido próprio da compaixão. As dores do mundo são nossas dores, ainda que não as tenhamos provocado pela nossa ação direta. Todo respeito é assimétrico. Se somente respeitamos aquele que nos respeita, então não o respeitamos verdadeiramente, apenas negociamos com ele uma trégua, um equilíbrio sempre precário entre duas ações desrespeitosas. Afinal, a paz não é a ausência de guerra, mas sim a vivência a justiça e do respeito mútuo.”

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Contracontrole é a terceira estampa que desenvolvi para a NU.

E na última estampa, eu refleti um pouco de mim e das variantes emocionais que sofremos na nossa profissão de desenhista. Ser desenhista não é diferente das outras profissões: somos prestadores de serviço como um arquiteto, cabelereiro, pedreiro, pintor de parede, encanador.

Contracontrole é um termo de pouco uso da língua portuguesa porém, muito presente no nosso cotidiano de desenhistas. Esta palavra significa, segundo José Moreti: “contra-controle é o mecanismo de se defender da pressão, da fiscalização exercida por outrem… é o esforço, a tentativa de driblar alguma imposição autoritária, de torná-la sem efeito ou de anulá-la simplesmente. Resumindo: contra-controle é o controle do controle.”

Está muito ligado ao fato de a gente agir em contradição a real postura em determinada situação; se fazer de surdo (quando se tem a audição perfeita) é uma das mais comuns ações de contra-controle.

E nós desenhistas vivemos isso  cotidianamente nesta sociedade que possui conceitos distorcidos sobre arte. Algumas ‘pérolas’ que já ouvi: “Arte é coisa de vagabundo”, “… trabalhar com arte é bom porque não estressa”. E por aí vai nas mais diversas divagações errôneas. E nós vivemos nesse contra-controle, tentando manter a calma e o equilíbrio mental, psicológico e financeiro numa sociedade cada vez mais amoral e doente.

Mas, diferente das pessoas que “estudam” pra passar num concurso e/ou escolhem a profissão porque “dá dinheiro”, nós desenhistas somos loucamente felizes!

Minha Homenagem: Fire

Quando eu estava iniciando ações para retomar meu sonho de trabalhar com Histórias em Quadrinhos (HQs), comecei a reler e estudar os estilos e personagens do mercado dos ‘comics’.

Parei, pensei: quem ou o que irei desenhar?

Após rever alguns heróis de HQs clássicas, vi na ‘entrelinha’ das imagens uma personagem que não notara antes. Fiz uma breve busca no Google (báááásico) e consegui mais informações sobre aquela personagem feminina.

Seu nome: Fire da Liga da Justiça Internacional. As imagens pareceu-me recentes; mas, ao aprofundar minha busca, descobri que é uma personagem de longa data!

Originalmente chamada de Fúria Verde, foi criada pelo roteirista Edward Nelson e pela desenhista Frandon Ramon em 1979. Sua primeira aparição foi na edição Super Friends #25 em outubro daquele ano. Nesta versão, possuía poderes místicos de controlar a respiração, através dela, lançava uma chama verde, permitindo que ela pudesse voar e pousar como um foguete.

 

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Super Friends #25 – out. 1979. Arte: Frandon Ramon

 

Seu nome, fora das atividades de super-heroína, é Beatriz da Costa  era presidente da filial brasileira da empresa Wayne Enterprises (resumindo: ela trabalhava para o Batman e foi treinada por ele).

Posteriormente, tornou-se membro dos Guardiões Globais na luta contra o mal.

Como a maioria dos heróis da DC Comics, após a famosa saga Crise das Infinitas Terras, ela foi repaginada, passou a se chamar Beatriz Bonilla da Costa, sua profissão era de modelo e passou a trabalhar para o sérvio secreto de espionagem brasileiro. Seu codinome mudou também, passando a se chamar Green Flame. Essa transformação foi publicada na série de HQs Origens Secretas (1986 – 1990).

Os tons de verde de seu uniforme permaneceu. Porém, seu visual mudou completamente e muitas vezes durante estas décadas.

 

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Evolução estética da personagem em 30 anos de publicação da DC Comics.

 

Com a medida em que as publicações foram avançando ao longo deste período, seu nome foi reduzido e passou a ser chamada nas edições de apenas Fire; e seus poderes resumiram-se a chama verde e poder voa. Ao invocar seus super poderes, todo o seu visual se modifica tornando uma imensa flama verde e lançava chamas com gestos manuais semelhantes ao Tocha Humana do Quarteto Fantástico da Marvel Comics.

Pensei comigo: é uma personagem interessante e pouco explora pelos artistas. (isso eu também constatei pela difícil e escassa pesquisa no Google). E decidi: vou criar minha versão para ela!

Observei as suas várias versões, enquanto lia e pesquisava sobre sua história.

 

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Justice League: Lost Generation #16

 

Encontrei outra versão, esteticamente mais aceitável da personagem, e mais coerente com a realidade.  Foi a versão criada por Bruce Timm para  o desenho animado Liga da Justiça Sem Limites. Série esta que exibem as aventuras da Liga da Justiça Internacional dos quadrinhos da DC Comics. E em alguns de seus episódios ela faz suas aparições. Em particular nos três episódios da animação cujo título é I am Legion, ela está entre os personagem desta história da Liga.

 

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Green Fire. Versão da série de desenhos animados ‘Justice League Unlimited’ da Warner Bros.

 

Após os estudos preparatórios, com lápis e papel na mão, pus-me a desenhar!

Minha versão mistura a da animação de Bruce Timm com a estética dos quadrinhos  dos anos 80. Até hoje, seu estilo recorda essa época , muito querida para mim, pois relembro de minha infância , o amor pelos desenhos, os quadrinhos, que trago comigo até hoje.

Usei tinta acrílica verde viesse da marca Acrilex para delinear o contorno das suas formas e linhas gerais do corpo. E colori a imagem com aquarela em bisnaga da marca Pentel. Num prato de louça branca, criei uma paleta com 8 tons de verde.

Apliquei na pintura do seu corpo os tons mais secos semelhante aos que Adi Granov usou para colorir a Mulher Hulk; para colorir suas chamas, usei tons de verde mais claros, abertos, criando efeitos de brilho e transparência.

 

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Minha humilde versão e que hoje, depois de 4 anos, eu a desenharia bem diferente!

Se você se interessou por esta personagem, abaixo estão os links das imagens que usei nesta resenha e estas foram também minhas referências de estudo e composição para esta figura:

História da personagem: http://en.wikipedia.org/wiki/Fire_%28comics%29

Primeira versão dela: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/2/2e/GreenFury.jpg

Trecho de um episódio da série animada onde ela aparece: https://www.youtube.com/watch?v=vT8WGx-RfgA

Endereço da web onde encontrei sua evolução estética desta personagem e onde você poderá encontrar de outros personagens da DC Comics: http://www.fanpop.com/clubs/dc-comics/images/8306264/title/green-fury-green-flame-fire-fanart 

Referências visuais:

http://dc.wikia.com/wiki/Justice_League:_Generation_Lost_Vol_1_16

http://dcanimated.wikia.com/wiki/Fire

Entrevista: Art Thibert. (Interview: Art Thibert)

Este é o gentil e adorável Art Thibert.

Este é o adorável Art Thibert.

Atencioso para comigo. Adorável pessoa. Admirável sua carreira. Arthur ou “Art” Thibert é apaixonado pelo que faz. Com uma história não muito diferente de todos nós que trabalhamos com histórias em quadrinhos, mas com particularidades e grandiosidades de poucos, Art Thibert respondeu seis (06) pequenas e profundas questões ligadas à sua profissão de arte finalista, seu atual projeto independente atual e umas curiosidades que uma pessoa atrevida como eu perguntaria. Eu já admirava seu trabalho e depois de bater um papo com ele e trocar e-mail, eu o admiro ainda mais. É por causa de profissionais como Art Thibert que tenho orgulho em dizer que sou arte finalista. Espero que gostem desta pequena entrevista.

Paloma Diniz: Quais artistas influenciaram você de trabalhar em quadrinhos, ou que te levou a trabalhar com quadrinhos?

Art Thiebert: Eu sempre li gibis quando eu era criança. Acho que minha maior porta de entrada foi a de que série de TV Batman da década de 1960. Eu era um fã do Batman enorme para todos os meus primeiros quadrinhos foram Batman. Como primeiras influências artísticas Neal Adams e Gil Kane inspiraram-me, mais tarde, eram artistas como Art Adams, Kevin Nowlan e Burne John. Agora, a minha maior influência é Joe Bennett. Este desenhista é incrível, toda vez que eu faço arte final sobre seus desenhos eu aprendo muito.

PD: Você é desenhista, escritor e arte finalista. No Brasil, conhecemos mais o seu trabalho com arte finalista. Você prefere ser arte finalista? E a resposta sendo “sim”, o que o levou a ser um arte finalista?

AT: Eu nunca escrevi para os quadrinhos para o mainstream, mas escrevo meus próprios livros indy como Black & White e Chrono Mechanics. Também no passado, eu escrevi umas montagens de animação para programas de TV e, mais recentemente, eu estou escrevendo uma reinvenção de Black & White e adaptando o romance gráfico de Chrono Mechanics tanto como um romance e um roteiro de cinema. Atualmente, eu estou desenhando quadrinhos tradicionais – tanto pra DC quanto Marvel. Na verdade, eu comecei como desenhista da DC, eu desenhei Time Masters uma maxi-série e algumas edições de Warlord e Teen Titans Spotlight. Para a Marvel, eu trabalhei com Jim Lee quando ele foi o desenhista dos X-Men e posteriormente fui o desenhista de outro personagem dos X-Men, o Cable, em seu título regular. Você está certa, eu trabalho principalmente como arte finalista . Eu sou muito mais rápido como um arte-finalista, mas verdade seja dita, eu amo realmente observar o nanquim cobrindo o grafite! Mesmo quando eu desenho minhas próprias coisas, eu sempre as arte finalizo. Só assim eu sinto que o trabalho está completo. Eu acredito realmente que amo uma linha fina com tinta!

PD: Na sua opinião, qual é a diferença entre arte final artística e arte final digital? Qual a sua preferência?

AT: Eu gosto de utilizar tinta, caneta e pincel sobre a arte. Eu gosto do mais tradicional e orgânica. O uso do computador deixa o trabalho um tanto “falso”, não me parece honesto. No final do dia, com o trabalho tradicional tenho uma  arte original, com o uso de um computador eu terei apenas um arquivo. Eu não estou dizendo que eu nunca vou usar o computador, eu o utilizo agora para limpezas e às vezes para realçar os contrastes, mas realmente gosto da maneira tátil de colocar a tinta sobre o papel.

PD: As novas tecnologias, como por exemplo a Cintiq, irão substituir a arte final artística?

AT: Tanto quanto é, eu acho que é uma questão de preferência pessoal.

PD: Você falou comigo sobre projeto Chrono Mechanics estar no *Kickstarter. Por favor, fale mais a respeito. Esteprojeto pode chegar ao Brasil?

AT: É realmente uma pena que você não pode obter Chrono Mechanics no Brasil! Os livros originais sairam há alguns anos e, provavelmente, não foram amplamente distribuídos em outros países. A coisa boa sobre a Chrono Mechanics no Kickstarter é que ele vai permitir a todos o acesso a este material. O conceito de Chrono Mechanics é simples. Tempo é, literalmente, uma grande máquina, que foi construída no próprio tecido do tempo e do espaço. Como todos sabem, as máquinas quebram, e porque este é antiga – eu quero dizer muito, muito velha – ela quebra MUITO! A Chrono Inc. foi criada para monitorar e reparar esta máquina. Eles empregam diversos indivíduos ao longo do tempo (Time Repairmen / Reparadores do Tempo) para concertar esta grande máquina conhecida como TEMPO. Minha história centra-se na Equipe 9,2  do Setor 7 e suas façanhas hilariantes como os melhores Reparadores do Tempo que Chrono Inc. já conheceu. Eu estou muito animado com o site Kickstarter porque eu posso levar a um novo público (como o bom pessoal do Brasil) o maravilhoso e maluco mundo sci-fi de Chrono Mechanics! Será uma coleção com todas as histórias ja publicadas. Haverá também um monte de extras. Eu estou chamando a coleção, “Potholes in the Cosmic Road” ( algo como “Buracos na Estrada Cósmica”), eu estou esperando o resultado da arrecadação do Kickstarter na próxima semana (semana de 07 de fevereiro).PD: Para finalizar um pergunta de fã: Como foi fazer a arte final da revista A Morte do Super-Homem? Eu sou uma garota muito curiosa…
AT: Eu realmente não trabalhei como arte finalista na HQ da Morte do Super-Homem. Eu fiz lápis e arte final de algumas das capas. No entanto, eu também contribui para a produção das edições do noivado e casamento de Lois e Clark. Isto foi boa diversão!

Obrigado a todos pelo apoio da minha carreira, e não se esqueça de ir ao Kickstarter!

http://www.kickstarter.com/projects/1461073089/chrono-mechanics-potholes-in-the-cosmic-road?ref=home_location

Attentive with me. Lovely person. Brave your career. Arthur “Art” Thibert is passionate about what he does. With a history not unlike all of us who work with comics, but with a few peculiarities and acts marvelous, Art Thibert said six (06) small and deep issues of their profession inker, his current project and I, a curious, questions him. I’ve admired his work and after a chat with him and exchange e-mail, I admire him even more. It is because of professionals like Art Thibert which I am proud to say I’m inker. I hope you enjoy this little interview. Good read!

  1. Which artists influenced you to work in comics, or that took you to work with comics?

I’ve always read comic books when I was a kid.  I think my biggest gateway was that Batman TV series from the 1960’s.  I was a huge Batman fan so all my early comics were Batman.  As early artistic influences Neal Adams and Gil Kane inspired me; later were artists like Art Adams, Kevin Nowlan and John Burne.  Right now, my greatest influence is Joe Bennett.  This penciler is amazing; every time I put an ink line over his pencils I learn so much.

  1. You are writer, penciler and inker. In Brasil, we know your job with inker. Do you perfer to be inker? And the answer ‘yes’, what’s took you to be a inker?

I’ve never written for mainstream comics, but I write my own indy books such as Black & White and Chrono Mechanics.  Also in the past, I’ve written animation pitches for TV shows and most recently, I’m writing a re-imagining of Black & White and adapting the Chrono Mechanics graphic novel as both a novel and a movie screenplay.  I have done penciling for mainstream comics – both DC and Marvel.  In fact, I started off as a penciler at DC; I penciled Time Masters maxi-series and some issues of Warlord and Teen Titans Spotlight.  For Marvel, I followed Jim Lee as penciler on X-Men and later I penciled another X-Men character, Cable, on his own series.  You’re right, I mostly ink.  I’m a lot faster as an inker, but truth be told, I really love the look of things that are inked over just pencils!!!  Even when I penciled my own stuff, I always inked it.  It just feels more finished.  I believe I really love a finely inked line!

  1. In your opinion, that a difference between artistic inkslinger and digital inksliger? Which you choice?

I like to sling my ink with pen and brush on art board.  I like the more traditional and organic.  The computer feels phony to me; it doesn’t feel as honest.  At the end of the day, traditional leaves me with an original piece of artwork where a computer leaves you with a file.  I’m not saying I’ll never use the computer; I use it now for cleanups and blacks sometimes, but right now I really like the tactile way of putting ink down on a board.

  1. The new technology, for example Cintiq, it will substitute artistic ink?

As far as that is concerned, I think it’s a personal preference.

  1. You talked to me about Chrono Mechanics Kickstarter. Please, talk about more. These comics don’t come in to Brazil.

That’s a shame that you can’t get Chrono Mechanics in Brazil!  The original books did come out some years ago and probably weren’t widely distributed in other countries.  The good thing about the Chrono Mechanics Kickstarter is that it will allow EVERYONE access to this material.

The concept of Chrono Mechanics is simple.  Time is literally a big machine which was built into the very fabric of time and space.  As we all know, machines break down, and because this one is old – I mean really, really old – it breaks down A LOT!  Chrono, Inc. was created to monitor and repair this machine.  They employ diverse individuals throughout time (Time Repairmen) to fix this big machine known as Time.  My story focuses on Team 9.2 of Sector 7 and their hilarious exploits as the best Time Repairmen that Chrono, Inc. has ever known.

I’m looking forward to the Kickstarter campaign because I can bring a whole new audience (like the good people from Brazil) to the wonderful and wacky sci-fi world of Chrono Mechanics!  It’s going to be a traded collection of all the past stories.  There will also be a lot of extras.  I’m calling the collection, ‘Potholes in the Cosmic Road,’ and I’m hoping to get it up on Kickstarter sometime next week (week of February 4th).

  1. The question of fan: how to make the ink the of The Death of The Superman? I’m a curios…

I didn’t really work on the ‘death of Superman’ stories.  I did do pencils and inks on some of the covers.  I did; however, get to contribute to the engagement and wedding of Lois and Clark issues.  That was good fun!

Thanks to everyone for your support of my career, and don’t forget to go on Kickstarter!

Outras informações sobre Art Thibert:

http://en.wikipedia.org/wiki/Art_Thibert

Mais um pouco sobre o trabalho de Art Thibert:

http://comicartcommunity.com/gallery/categories.php?cat_id=653