Ancient Worlds: Atisi.

A Bronze Age RPG setting for Dungeon World inspired by Egyptian Mythology. 

Faz pouco mais de 1 ano e 6 meses que eu não escrevo nada pra meu blog; esse meu pedacinho da internet é pra registro profissional meu e, em especial, das minhas produções. Fiz muita coisa neste período; período também de muitas mudanças e transformações (aos pouquinhos, pretendo trazer aqui o que fiz neste hiato de postagens). Mas, vamos falar de algo recente e belo: Ancient Worlds: Atisi. A Bronze Age RPG setting for Dungeon World inspired by Egyptian Mythology.

Este é um projeto do escritor – um adorável ser humano – chamado Marcelo Paschoalin. É um livro de RPG cujo contento ocorre na Era de Bronze do Egito Antigo, pautado na sua mitologia. E o autor convidou pra fazer as ilustrações.

Pra mim, foi um convite muito feliz – apesar das ultimas aventuras e desventuras – e um desafio.

Um maravilhoso que tem nesta publicação em especial é que, por trás de todo o universo lúdico do ‘role-playing game’ criado pelo Marcelo Paschoalin, há um embasamento histórico e estético muito real do ponto de vista arqueológico do que foi o Egito Antigo.

Quando eu comecei a ler a publicação e conversando com ele pra fazer as amostras, eu tive que parar e estudar minuciosamente cada detalhe de uma África que ainda existe nos lugares mais recôncavos, protegidos pela Natureza e tradição dos mais velhos e bem longe das outras civilizações. Algo que não está nos livros de história e/ou  não está nas outras representações artísticas do que foi o Egito em priscas eras (salvo raras exceções dos historiadores e pesquisadores sérios). Repito, foi um desafio fazer a amostra abaixo:

imagem_amostra_RPG_book

E também foi desafiador porque eu tentei fugir dos estereótipos das figuras que representam a raça negra visto nas publicações em geral; o que também era algo que pela descrição desta tribo em especial exigia que a imagem espelhasse.

 Ancient Worlds: Atisi . A Bronze Age RPG setting for Dungeon World inspired by Egyptian Mythology. Está na fase final da captação de recursos para se tornar um livro físico. Falta só 5% pra atingir a meta!

Vá lá! Acesse o site, veja os vídeos e – se puder – ajude-nos a materializar esta publicação. Acesse:

https://www.indiegogo.com/projects/ancient-worlds-atisi-books-fantasy#/

Contamos com você. 😉

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Introdução à Proporção Áurea: Utilizando-a na Superfície do Desenho (base retangular)

Abaixo está um passo a passo no qual você poderá facilmente utilizar a divisão harmônica segundo a proporção áurea nas folhas de papel padrão internacional da série A. O descritivo abaixo está para o ponto de ouro com a superfície retangular mais longa na horizontal. O mesmo passo a passo poderá ser utilizado com a superfície retangular mais longa na vertical porém, resultará em pontos de ouro diferentes. A marcação do ponto de ouro dependerá da sua composição, seja na horizontal ou na vertical.

E assim, teremos um “retângulo de ouro” segundo os padrões das proporções áureas.

grafico_retangulo_de_ouro_11Semelhante ao quadrado, você poderá usar o retângulo com as proporções áureas de forma semelhante ao quadrado nas quatro disposições, seja o papel mais longo na horizontal ou mais longo na vertical. Esta definição será definida mediante opção escolhida para a disposição das figuras na composição. Lembre-se: para acentuar o foco de um determinado elemento na sua arte, coloque-o no ponto de ouro no espaço.

Introdução à Proporção Áurea: Utilizando-a na Superfície do Desenho (base quadrada)

Uma das aplicações da técnica de Proporção Áurea é na elaboração de uma composição harmônica onde todas as pessoas que visualizarem sentirão beleza e fruirão de uma composição artística agradável. Serão desenhos que haverão aceitação pelo expectador por mais variável que seja seu projeto. Primeiramente, vejamos proporção áurea aplicada em superfícies quadradas.

Proporção Áurea na Superfície Quadrada:

Superfícies quadradas são estáveis e difíceis de fazer composições com dinâmica e harmonia. Para “quebrar’’ essa rigidez das superfícies quadradas, há uma forma de aplicar a proporção áurea. É muito simples encontrar o ponto de ouro no quadrado como na figura abaixo:

quadrado_de_ouro_01

1- Trace uma linha na diagonal de A para B;

2 – Coloque a agulha do compasso em A e arraste o compasso de C até a base do quadrado.

3 – Onde o arco e a linha diagonal se cruzam, está o ponto de ouro da superfície quadrada.

Neste ponto, você poderá colocar o objeto principal da sua composição. Pode ser um olho, uma mão, algo que você quer destacar no seu desenho. Não há obrigatoriedade de alinhamento preciso.

E assim, o quadrado ganhará a dinâmica que a linha diagonal traz e harmonia com o ponto de ouro. Não há necessidade de rigor nesta disposição da linha e do arco você quadrado_de_ouro_02poderá explorar as quatro opções que o quadrado proporciona. E neste limite, você encontrará ilimitadas possibilidades de composição dentro do aparentemente rígido e limitado quadrado. Na figura à direita e ao lado, há estas 4 disposições do ponto de ouro.

Veja abaixo algumas fotos em formato quadrado selecionadas da internet onde nas suas composições elementos encontram-se no ponto de ouro ou aproximado dele:

Lembre-se: “o ilimitado emerge dos limites”

Introdução à Proporção Áurea: O Famoso Cálculo.

Uma das coisas que mais me irritava nos livros de arte que abordavam o assunto Proporção Áurea era o fato de nenhum deles ensinar realmente como utilizá-la nas composições artísticas. E uma das minhas propostas com estas postagens é justamente ensinar como utilizar a proporção áurea.

A frase citada anteriormente “a parte menor está para a maior assim como a parte maior está para o todo” gera um cálculo matemático que utilizaremos nas nossas composições. Considerando a letra A para representar a parte menor e a letra B para representar a parte maior, chegaremos a seguinte fórmula matemática:

A : B = B : (A+B)

Não será sempre que nossa busca matemática será igual nas divisões; chegaremos muitas vezes ao aproximadamente. Lembremo-nos: estamos em busca da harmonia e não da igualdade. Muitas das nossas divisões poderão chegar a dízimas periódicas quase infinitas. O resultado desta divisão será aproximadamente 6 para cálculos com números acima de três casas decimais; o resultado será aproximadamente 0.6 para divisões com duas casas decimais; aproximadamente, nos algarismos com uma casa decimal, encontraremos resultado como 0.625, 0.615, 1.618… ,1.6, também em nossas divisões de partes diferentes na busca de tamanho proporcionalmente por tamanhos harmônicos para as formas em nossos desenhos. Não precisaremos perder tanto tempo calculando todos os traços do desenho, o que pode tolher nossa criatividade. Na busca da harmonia nas nossas composições, de grande utilidade será a Série Fibonacci criada por Leonardo de Pisa que introduziu na Europa, juntamente com algarismo indo-arábicos e o sistema decimal. A Série Fibonacci consiste numa sequência numérica somática na qual cada número da sequência é a soma dos dois números anteriores. E assim, surge a progressão aritmética: 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144…, etc. Se usarmos o cálculo da proporção áurea e dividirmos o número menor pelo numero maior da sequência, perceberemos que o resultado da divisão será aproximadamente os números da seção áurea (0.6, 1.68…, 0.615 e etc). Usaremos esta matemática para encontrar o chamado ponto de ouro nas composições.

Não é de forma aleatória que, no tratado da Deca Pitagórica, o teorema da harmonia é justamente o número 6.

Se você quiser realmente aprender proporção áurea, guarde sempre esta frase:

“a parte menor está para a maior assim como a parte maior está para o todo”

normal_684proporcaoaurea

Introdução à Proporção Áurea – Por que conhecê-la é importante?

Nossa cultura (brasileira e americana em geral) foi muito influenciada pela cultura e colonização europeia ocidental. E o berço da cultura europeia foi a Grécia, que espalhada pelo Império Romano, estendeu-se largamente pelo que compreendemos hoje por Europa. Os europeus colonizaram o continente americano e o resto da história, já conhecemos.

É notório a percepção deste conhecimento e sua importância na Arte, Engenharia e Arquitetura derivado dos conhecimentos da Natureza partindo deste tratado grego.

Para ilustrar mais e muito melhor do que eu, abaixo segue um vídeo. É uma animação em média metragem do Pato Donald produzido pelos estúdios Disney que aborda o tema, a sua importância, influência e uso no nosso cotidiano.

Este é um dos inúmeros vídeos educativos que a Disney produziu mas, infelizmente, são pouco conhecidos. Vale a pena assistir até o final.

Divirtam-se!

Introdução à Proporção Áurea – Breve História e Princípios Teóricos

          Proporção Áurea, no desenho artístico, é técnica para harmonizar composições. Pelos registros históricos, estes princípios teóricos e práticos da proporção áurea originou-se na Grécia, século VI a. C. na Escola de Pitágoras. Os princípios da busca do equilíbrio de partes diferentes é o princípio da harmonia. Esta palavra “harmonia” tem origem grega; o termo grego ‘harmos’ significa juntar. Partindo da observação da Natureza, os pitagóricos perceberam que não há uma regularidade nas formas; a métrica, a simetria, a matemática são invenções do homem; a Natureza possui outro tipo de composição e sua própria matemática; seus padrões que partem dos princípios da harmonia. Dentre os estudos dos pitagóricos, há um tratado de amplo conhecimento e aplicabilidade universal que é chamado de Deca Pitagórica. Era um tratado composto de 10 compilados com fundamentos matemáticos que exprimia de forma teórico-matemática a origem manifestada do mundo em que vivemos, a criação e recriação do Universo manifestado. O tratado relativo à proporção áurea está no compilado de número 6, chamado de Teorema da Harmonia. Para entender melhor o 6º teorema, é necessário conhecer o anterior, o de número 5, chamado de Teorema do Limite ou do Homem.

Teorema Nº 5 – Do Limite ou Do Homem:

De maneira sucinta, o teorema de número 5 aborda o despertar da consciência e do limite das coisas, seu símbolo é a estrela de 5 pontas voltada para cima e o algarismo indo-arábico cinco 5 é também seu representante equivalente na matemática que iremos utilizar. No desenho, faz-se necessário tomar consciência do nosso limite, do limite dos nossos recursos materiais, do tamanho de área da superfície em que vamos desenhar, do que somos como desenhistas e onde queremos chegar. E este teorema tem a seguinte afirmação traduzido para nosso idioma: “O ilimitado emerge do limite” . Ou seja, a partir de que a consciência chega a nós por meio da razão, poderemos ser mais e melhor; conhecendo nosso limite, conheceremos também todas as nossas infinitas possibilidades. As limitações não são apenas restritivas mas também são criativas.

Teorema Nº 6 – Da Harmonia:

O teorema de número 6 que iremos explorar mais a fundo, aborda a harmonia como princípio inicial na busca do equilíbrio, e num patamar mais elevado, a busca da perfeição. As proporções da Natureza, que é também parte de nós, constituem limitações partilhadas que criam relações harmoniosas baseada nas diferenças. É dos princípios da harmonia criado pelos gregos que derivam os conceitos de beleza. Segundo o teorema de número 6, “a parte menor está para a maior assim como a parte maior está para o todo” . Partindo deste conceito iremos criar composições harmônicas, na busca da beleza e perfeição artística.

A Geometria da Natureza:

A ciência matemática que conhecemos é dividida em três segmentos: aritmética, geometria e álgebra. Euclides de Alexandria é tido como “Pai da Geometria”; a chamada Geometria Euclidiana é aquela que conhecemos e usamos no desenho; com duas e três dimensões com formas regulares e simétricas, as quais usamos para compor cenários e desenhar objetos. Quando se trata de representar a Natureza (animais, plantas e pessoas) usaremos uma geometria não euclidiana; ou seja, serão formas que possuem duas e três dimensões porém, não serão com formas regulares e simétricas. E é nesta composição da geometria da Natureza que utilizaremos proporção áurea. Abaixo poderemos observar respectivamente um círculo, uma esfera e a representação de uma laranja. Notaremos a diferença entre a geometria euclidiana com duas e três dimensões e a geometria da Natureza, não euclidiana.

Fontes das imagens: http://www.google.com

Referência Bibliográfica:

READ, Herbert, Sir. O Sentido da Arte. Editora IBRASA; tradução E. Jacy Monteiro. 8ª edição. São Paulo – SP. 1978.

DOCZY, György. O Poder dos Limites: Harmonias e Proporções na Natureza, Arte e Arquitetura. Editora Mercuryo; tradução Maria Helena de Oliveira Tricca e Júlia Bárány Bartolomei. São Paulo – SP. 1990.

Quadrinhos e Formação do Leitor

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Esta imagem eu confeccionei junto como Prof. Henrique para capa da edição de número 5 da revista Imaginário! em homenagem a Elydio. Usei técnica de rotoscopia sobre um desenho de Elydio que é capa do seu fanzine intitulado ‘Biograficzine’.

No dia 02 de dezembro de 2014, o CCSA/UFPB realizou um evento e que com muito entusiasmo eu aceite o convite.

Intitulado ‘Quadrinhos e Formação do Leitor’ o evento organizado pelo Grupo de Estudos Transdisciplinares Educação e Saúde coordenado pela Profª. Drª Ana Elvira Steinbach Torres com o apoio dos estudantes Delbiana Lopes, Luciene Souza e Rideygue Araújo Clementino, e o Grupo de Pesquisa de Quadrinhos (GPHQ/UFPB), do qual eu faço parte, coordenado pelo Prof. Dr. Henrique Magalhães.

Realizou-se atividades à tarde e à noite no auditório 211 do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal da Paraíba.

No horário da tarde ocorreu o lançamento do livro do Prof. Dr. Alberto Pessoa (DEMID/UFPB) intitulado ‘A Linguagem dos Quadrinhos: definições, elementos e gêneros’ da Ed. Marca de Fantasia. Prof. Henrique Magalhães, em nome do GPHQ, prestou nossa homenagem ao estimado Prof. Dr. Elydio do Santos Neto. Ele foi por um curto período membro do GPHQ e professor do Centro de Educação da UFPB. Um ser humano impar com a capacidade de alegrar e motivar a todos ao seu redor! A edição de número 5 da revista acadêmica Imaginário! que nós do GPHQ publicamos e foi criada com apoio de Elydio, fez homenagem ao mesmo. Após o lançamento do livro e nossa homenagem a Elydio, a Prof. Ana Elvira coordenou a mesa-redonda que debateu o tema do evento ‘Quadrinhos e Formação do Leitor’. A Profª. Mestra Keliene Christina e eu apresentamos nossas ações didático-educativas com histórias em quadrinhos. Em especial, eu apresentei como eu ensino desenho e quadrinhos, e as atividades que desenvolvi a frente do Projeto Calango (PPGC/UFPB). Após nossas explanações, tivemos um intenso e produtivo debate sobre o uso dos quadrinhos em sala de aula.

À noite tivemos a homenagem do Centro de Educação ao Prof. Elydio feita pela Profª. Drª. Edna Brennand e pelo diretor do CE, Prof. Dr. Wilson Honorato Aragão. E pudemos ter neste momento a grandiosa presença da Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva da Universidade Metodista de São Paulo, companheira de Elydio, que partilhou conosco seu belíssimo projeto de doutorado que aborda o tema ‘alfabetização com histórias em quadrinhos’. Uma palestra de imensurável ensinamento de como educar e alfabetizar utilizando histórias em quadrinhos.

A felicidade de participar de ações como estas da-me alegria de que, nas próximas gerações, teremos menos esteriótipos e preconceitos relacionados à histórias em quadrinhos.

Quadrinhos são uma excelente ferramenta em sala de aula para todas – afirmo com convicção – todas disciplinas no ensino fundamental e médio. Porque é uma forma de aproximar os conteúdos de sala de aula com o universo cotidiano infanto-juvenil.