Ano Novo de Novo!

Feliz Ano Novo!

Não apenas porque é meu primeiro post do ano. É porque hoje começa mais uma etapa da minha vida de um ciclo que se inicia. Nas comemorações do meu aniversário, deixo abaixo a entrevista que cedi para Marcelo Paschoalin, autor do livro que eu ilustrei da Editora Letra Impressa, intitulado Ancient Worlds: Atisi.

Originalmente publicada no site: http://letraimpressa.com.br/index.php/2019/02/15/entrevista-com-paloma-diniz/

Boa Leitura!

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Desenho eu que fiz para a representação da tribo Mungo. Inserida na página 23 do livro de RPG Ancient Worlds: Atisi

Hoje apresentamos uma entrevista com a ilustradora Paloma Diniz, que trabalhou conosco no Ancient Worlds: Atisi. Quer saber mais sobre essa talentosa artista? Confira!

Olá, Paloma, e seja bem-vinda! Você é a artista por trás das imagens que enobreceram o Ancient Worlds: Atisi e sua versão nacional Mundos Antigos: Atisi, então conhecemos seu traço. Mas quem é você? O que pode falar de si mesma para a gente?
Sintetizando numa frase: eu sou desenhista. Com muita alegria e orgulho. Dediquei-me e me dedico a praticar, estudar e trabalhar com desenho. Sou formada em Artes Visuais (Licenciatura habilitação artes plásticas na UFPB em 2007. Especializei-me em desenho artístico, animação 2D, maquetes eletrônicas em 3D, e atualmente eu estou estudando desenho clássico no curso de extensão do Laboratório de Desenho na UFPB. Há 12 anos estou passeando pelas ‘pradarias do desenho’ e decidi ficar no mercado de ilustração para livros, revistas e periódicos, e o de história em quadrinhos (minha paixão).

Como costuma ser seu processo criativo? Há alguma rotina de trabalho?
Sim, eu tenho uma rotina porque ser desenhista é ser um prestador de serviço; semelhante aos arquitetos, eletricistas, pedreiro, encanador… Tem que ter disciplina, ritmo de produção e qualidade com produtividade.
Quando alguém entra em contato comigo pra me contratar pra desenhar, primeiramente, eu dou total atenção ao pedido do cliente. Pra poder dizer “sim” ou “não”. Lembre-mo-nos: prestador de serviço tem que ter Q.I. Neste caso Q.I. significa “Quem Indica” e ninguém vai indicar alguém que não cumpre os prazos, que promete e não honra sua palavra. Então, eu vejo o que o cliente quer e digo se posso fazer o que ele deseja no meu estilo e técnicas de desenho e se no meu cronograma tem condições de eu atender o pedido no prazo que ele precisa. Dito “sim”, eu peço que o cliente me diga todas as informações necessária para a produção da sua encomenda. Com estas referências, eu vou estudar, ler, pesquisar para fomentar a criatividade na busca de idealizar e representar com meu desenho o que o cliente quer.
Quanto mais preparo de material de pesquisa e estudo eu tenho, aliado a clareza do que o cliente busca, melhor é o resultado da produção.
Geralmente eu faço uma amostra sem compromisso pra a pessoa ter uma ideia do que eu posso fazer e se realmente eu sou o desenhista que ela busca. Não sendo eu, indicarei outras pessoas; ilustradores que acredito ~talvez~ atenderá a representação visual que ele procura.
Tudo aprovado (amostra, estilo de desenho, preços e prazos para execução) eu separo os materiais que vou usar: o papel (tipo e quantidade mais adequado), lápis, pincéis, tintas e demais acessórios para a determinada encomenda. E por fim, organizo o cronograma de produção deste trabalho com os meus trabalhos e tarefas do cotidiano. Pra cumprir todos os prazos e metas.

Como foi trabalhar neste RPG? É diferente de trabalhar com outras mídias?
Foi maravilhoso! Realizei um sonho. Eu queria muito trabalha com livros de RPG. Eu joguei pouco RPG e sempre me encantava com as ilustrações dos livros de D&D, Vampiro, livros de “storyteller” em geral. Eu nunca fiz um livro de RPG e queria muito esse desafio.
Em Atisi World foi um desafio um pouco maior. Porque além de ser o 1º livro de RPG que eu ilustro, não havia feito ainda tantas ilustrações sozinha para um único livro; e eu tive que ‘mergulhar’ numa cultura ~pra mim~ pouco conhecida: a cultura africana. Um universo totalmente diferente do meu.
O rito de produção dele foi o mesmo para ilustrar um livro; mas, uma particularidade desta mídia foi criar algo totalmente novo e fantasioso e, ao mesmo tempo, com bases muito sólidas no mundo real e existente ainda hoje na cultura e geografia do Norte da África.

Como foi trabalhar com o Marcelo Paschoalin, em especial?
Também foi maravilhoso! É o que eu chamo de “cliente 5 estrelas”. São pessoas como o Marcelo que me animam a trabalhar como desenhista. Porque confia no artista, dão liberdade de criação e interpretação, tem clareza no que quer que desenhe. Honesto, sincero, fala a verdade sem ser rude ou depreciativo; humano, compreensivo, disposto a ouvir, aprender, e harmonizar situações ao longo da produção.
Tudo de bom! Quero ter a sorte de trabalhar com mais pessoas assim.

Em geral, artistas recebem uma direção de arte focada para criação, mas não é o que ocorreu com o Atisi. Como é ter essa liberdade criativa e a responsabilidade pelo que ilustrará os livros?
Apesar da liberdade de criação, Marcelo tinha em mente bem claro o que queria; ele me deu o ‘norte’ e me deixou tranquila e segura pra ‘construir a estrada’. Eu li todo o livro (na versão em inglês) e ~como já disse ~ a certeza do que ele queria me deu segurança pra desenvolver o projeto. A fui fundo nas pesquisas de tribos africanas que ainda vivem isoladas da colonização branca, e de outras cidades, assisti um seriado antigo sobre Shaka Zulu de 1986, com o maravilhoso Robert Powell, que está disponível na Netflix; e Google para as pesquisas.
Relacionado a produção de Atisi World, uma particularidade do Marcelo foi que ele não queria a estética padronizada pelo cinema e produção de TV de uma “África colonizada”. Apesar de ser um livro de fantasia, o autor buscou resgatar e representar uma África histórica, que existiu e existe, mas não é representada pelas mídias artísticas. Ainda vemos representações culturais das mais diversas sendo mostradas ao público de forma incoerente com o que foi ou o que é; esteriotipada e/ou deturpada. E o Marcelo foi bem claro nisso: queria representações de etnias negras diversas nos seus biotipos, trajes e adornos. Sem caricaturas, chacotas ou clichês que ainda existem por aí. Todos eu desenhei com suas belezas particulares, com posturas de elegância e bem apresentados.
Eu estou muito feliz com este trabalho que fiz, de ter atingido a meta de produção geral com sucesso. E eu acredito que ~por esta abordagem visual e cultural ~ este livro de RPG fará diferença na produção do gênero D&D tanto no Brasil quanto no mundo.

Atisi é um RPG. Você costuma jogar algo? Há algum tipo de personagem favorita?
De RPG eu joguei pouco; o que joguei mesmo foi Vampiro – A Máscara e, é claro, eu era do clã Malkavian. Eu gosto mesmo de jogos de tabuleiro. 

Você tem algum mapa de influências para o seu traço? Quem são os artistas que você admira?
Muitos artistas do passado e do presente. A lista é loooonga… Vou tentar ser sucinta: artistas do comics underground como Angeli, Adão Iturrusgarai, Laerte; os norteamericanos como Crumb, Wally Wood…das HQs eróticas italianas como Crepax, Manara, Serpieri, Giovanna Cassoto; artistas franco-belgas de HQs e ilustrações como Miguelanxo Prado, Moebius, Beatrice Tilier… Das artes clássicas como Leonardo Da Vinci, do desenhos industrial como Mucha, mais contemporâneos com M. C. Escher…
Porém, 3 foram fundamentais no impulso e influência nas minhas escolhas e incentivo na decisão de ser e viver de arte, desenho e histórias em quadrinhos.
1º David Bowie; por ser um artista plurapto, ele não se limitou a ~por exemplo~ apenas cantar. Ele foi compositor, multinstrumentista, porque estudou música. Era um excelente intérprete porque estudou teatro (trabalhou como ator de teatro e cinema); produtor cultural e visual (começo fazendo eventos no bairro que cresceu) também na faculdade de artes que ele estudou mas não concluiu, ele estudou artes visuais (mas desenhava e pintava por hobby) e com este saber ele produzia toda a parte visual dos shows, videoclip, figurinos, e capas dos álbuns de seus discos. Além de ser o gerente de sua própria carreira. Então, ele me mostrou que você pode fazer, acontecer e ser o que quiser; desde que esteja disposto a aprender, ter disciplina, e ter consciência do que é capaz e dos limites.
2º Jaime Hernandez; quando eu tinha 9 pra 10 anos, eu tinha uma colega de classe na escola que gostava de desenhar e de quadrinhos como eu. O nome dela é Jaciane Alves, somos amigas até hoje (mesmo não morando na mesma cidade); ela me mostrou uma HQ que me impactou bastante: era Love and Rockets de Jaime Hernandez (ele é filho de mexicanos que nasceu e vive na Califórnia). Eu gostava de desenhar, de ler quadrinhos mas, sem grandes pretensões. E foi quando conheci o trabalho do Jaime Hernandez eu decidi: quero ser desenhista e quero trabalha com desenho e HQs. E por muito tempo meu desenho foi uma cópia mal feita do Jaime Hernandez.
3º Mike Deodato; sou suspeita pra falar dele porque hoje ele é meu sócio. E nessa convivência a admiração só cresce! Nossa parceria nasceu numa forma de sincronicidades da vida. A esposa dele – Paulinha – entrou em contato comigo porque eles tinham ideias, produções mas não tinham tempo e como desenvolvê-las e eu tinha o tempo e o conhecimento mas não tinha a produção. Uma daquelas coisas mágicas que acontece na vida que por sintonia e afinidade, somos unidos e ligados a determinadas pessoas.
Mas, bem antes disso, nos idos 1994, chegou em minhas mãos uma edição da HQ da personagem Glory (a Mulher Maravilha do Rob Liefield) publicada originalmente nos USA pela Image Comics e lançada no Brasil pela Editora Abril. A pintura digital ingressando na HQs era a novidade e atrativo; e o desenhos chamou-me a atenção. A composição das figuras bem desenhadas e disposta na narrativa, e tals…era bem diferente das coisas que eu via nas HQs. Aí, fui ler os créditos e estava lá dizendo “desenhos: Mike Deodato”. Nunca tinha visto aquele nome nos créditos de desenhos de HQs mas notei que não era um nome totalmente americano. Como uma gatinha curiosa ~disposta a queimar os bigodes no fogo da chama da vela~ fui pesquisar. Nisso eu descobri que além de brasileiro, Mike Deodato é paraibano como eu, estava trabalhando como desenhista e desenhando HQs. E eu foi aquela injeção de ânimo e esperança tipo “é possível ser desenhista e fazer quadrinhos”. Lembremo-nos que naquela época internet era algo ainda em experimentos de laboratórios de tecnologia e computador era algo caríssimo, longe do alcance dos mortais. E a missão paralelo aos estudos do colégio e do desenho era como e o que fazer pra ser uma desenhista profissional como Mike Deodato.

Algum conselho para artistas que estejam começando?
A primeira coisa que eu aconselho é pra que a pessoa, o desenhista em potencial que está entrando neste mercado, é olhar para si e se perguntar: o que eu realmente gosto e faço bem como desenhista? Porque quando te contratarem para fazer um trabalho, não importa se é dia, noite, tenha Sol ou chuva, esteja com saúde ou doença, saiba: você vai ter que fazer bem e cumprir o acordo feito com o contratante! Toda quebra de contato tem um gigantesco prejuízo (o financeiro é o menor de todos). Se você gosta de desenhar mas sente-se mais seguro e prefere colorir, invista seu tempo, estudo e prática, na pintura artística ou digital (ou em ambas). Quando se está no mercado não é pra se aventurar. Aventurar nos sentido de que vai ousar fazer algo que nunca fez antes, como experimentar um material ou técnica de desenho; porque você tem por contrato cumprir o prazo e estas ousadias podem prejudicar em todos os sentidos (cumprimento do contrato, na saúde, entre outros).
Pode ser que o que você goste de fazer artisticamente seja algo que aparentemente não tem procura. Mas saiba: existem pessoas que estejam justamente procurando o que você faz.
No meu caso, eu não tenho afinidade com pintura digital; até já fiz workshop com a Cris Peter e não me destravou (eu gosto mesmo de lápis e papel, aquarela e afins); até hoje existem incentivos, propostas e investidas de amigos e colegas pra eu ingressar no mercado de pintura digital (ou ter isso como oferta de serviços a prestar) mas eu decidi aprimorar o que eu já sei e sei que faço bem: desenho com técnicas artísticas e clássicas. E nunca faltou cliente pra mim.
Tenha sempre um portfolio on line atualizado pra apresentar e se apresentar no mercado e para as pessoas. E nele, tenha sempre seus contatos atualizados (telefones e email) e esteja também nas redes sociais; porque hoje, é através destes que você será visto e os futuros cliente o procurarão. Foi através do Facebook que eu e o Marcelo Paschoalin nos contactamos.
Se você não tem afinidade com negociações, procure uma agência. Existem várias no Brasil e no mundo. Mas busque aquelas que tem clientes que contratem artistas com seu perfil de estilo e produção. Porém, independente ou não de você querer ser seu gerente ou buscar alguém para gerencia sua carreira, aprenda sobre gestão de finanças! Aprenda a cuidar dos seus pagamentos, de ter uma arrecadação para uma independência financeira (aposentadoria e afins). Digo e repito: desenhista é prestador de serviço; se a gente trabalha, ganha; se agente não trabalha, não ganha. Ser seu próprio patrão é excelente (pelo menos pra mim) quando se tem disciplina e conhecimento de processos bancários e financeiros. Não tenha medo de mexer com dinheiro; o dinheiro não é mau. Dinheiro é uma das fontes de energia do mundo material. Como a água, a comida… Você troca a sua energia ‘trabalho’ para ter a energia ‘dinheiro’; e com esta energia ‘dinheiro’ você poderá adquirir coisas que a sua energia ‘trabalho’ não pode. Entendeu?
E sempre, sempre, sempre seja honesto, gentil e coerente com seu pensamento, palavras e atitudes. Coerente para com você mesmo e para as outras pessoas. Este estado de consciência é sublime e importantíssimo pra a vida como um todo. Inclusive ~por mais que doa~ aprenda a dizer não. É infinitamente melhor dizer ‘não’ a um cliente do que prometer e não cumprir. Também aprenda a ouvir o ‘não’ e tente entender o porquê deste ‘não’. Um dos maiores problemas do mercado nacional brasileiro é trazer coisas e colocações do âmbito profissional para o pessoal. Se o cliente não gostou do seu desenho, ele não gostou do seu desenho. Não é algo pessoal; o que você apresentou, pode não ser o que ele procura e fim. Bastará a você ouvir e aprender com a experiência (o que fazer pra melhorar e/ou modificar).
Boa reputação, bom caráter, e confiança são coisas importantíssimas nas relações sociais e na vida. E são coisas que a energia ‘dinheiro’ não compra.

Agora o espaço é livre. Fique à vontade para falar o que desejar aqui.
Quero agradecer publicamente ao Marcelo Paschoalin pela oportunidade e confiança de deixar comigo a responsabilidade de materializar o visual do mundo de Atisi. Pra mim, foi de um aprendizado impar. Além de toda as informações culturais dos estudos, foi a primeira vez que fiz mais de 100 desenhos pra um único livro (exatos 161 desenhos).
E acrescentar algumas colocações pra os profissionais ~os artistas em especial~ que esteja lendo:

Nunca ache ou se ache, acreditando que aprenderam tudo, ou sabem de mais, ou “isso já está bom”. Esse comodismo e/ou vaidade é a tragédia pra qualquer pessoa ou profissional. Estejam sempre atentos, em alerta, e informados sobre o mercado que você quer trabalhar. Quanto vale financeiramente os desenhos e seu mercado e quanto realmente vale financeiramente seus serviços inserido neste mercado que você escolheu. Informe-se e saiba negociar.
Instrumentalizem-se com ferramentas e estudos para fazer sempre um bom trabalho; não é porque é um autor e/ou editora pequena e/ou que está começando que você vai fazer algo com menor qualidade. Lembrem-se prestação de serviços é Q.I. (Quem Indica). E saibam as grandes editoras estão sempre de olho nas redes sociais e plataformas digitais de portfolios on line. Para além da proteção do patrimônio intelectual das editoras, eles estão em buscas de novos talentos. A concorrência no mercado de ilustração é desigual: ou seja, você vai disputar vagas em seleção de trabalhos e contratos com todo tipo de artista, das mais diferentes idades e qualificações profissionais. Portanto busque sempre aprender e fazer o melhor.

Ancient Worlds: Atisi.

A Bronze Age RPG setting for Dungeon World inspired by Egyptian Mythology. 

Faz pouco mais de 1 ano e 6 meses que eu não escrevo nada pra meu blog; esse meu pedacinho da internet é pra registro profissional meu e, em especial, das minhas produções. Fiz muita coisa neste período; período também de muitas mudanças e transformações (aos pouquinhos, pretendo trazer aqui o que fiz neste hiato de postagens). Mas, vamos falar de algo recente e belo: Ancient Worlds: Atisi. A Bronze Age RPG setting for Dungeon World inspired by Egyptian Mythology.

Este é um projeto do escritor – um adorável ser humano – chamado Marcelo Paschoalin. É um livro de RPG cujo contento ocorre na Era de Bronze do Egito Antigo, pautado na sua mitologia. E o autor convidou pra fazer as ilustrações.

Pra mim, foi um convite muito feliz – apesar das ultimas aventuras e desventuras – e um desafio.

Um maravilhoso que tem nesta publicação em especial é que, por trás de todo o universo lúdico do ‘role-playing game’ criado pelo Marcelo Paschoalin, há um embasamento histórico e estético muito real do ponto de vista arqueológico do que foi o Egito Antigo.

Quando eu comecei a ler a publicação e conversando com ele pra fazer as amostras, eu tive que parar e estudar minuciosamente cada detalhe de uma África que ainda existe nos lugares mais recôncavos, protegidos pela Natureza e tradição dos mais velhos e bem longe das outras civilizações. Algo que não está nos livros de história e/ou  não está nas outras representações artísticas do que foi o Egito em priscas eras (salvo raras exceções dos historiadores e pesquisadores sérios). Repito, foi um desafio fazer a amostra abaixo:

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E também foi desafiador porque eu tentei fugir dos estereótipos das figuras que representam a raça negra visto nas publicações em geral; o que também era algo que pela descrição desta tribo em especial exigia que a imagem espelhasse.

 Ancient Worlds: Atisi . A Bronze Age RPG setting for Dungeon World inspired by Egyptian Mythology. Está na fase final da captação de recursos para se tornar um livro físico. Falta só 5% pra atingir a meta!

Vá lá! Acesse o site, veja os vídeos e – se puder – ajude-nos a materializar esta publicação. Acesse:

https://www.indiegogo.com/projects/ancient-worlds-atisi-books-fantasy#/

Contamos com você. 😉

Espaço HQ edição Janeiro 2017: “Viver de quadrinhos na Paraíba”

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No sábado, dia 28 de janeiro de 2017, a FUNESC – Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em homenagem a Semana do Quadrinho Nacional realizou um encontro de múltiplas atividades na Gibiteca Henfil. Thaïs Gualberto, coordenadora de quadrinhos da instituição, foi a idealizadora e executora desta e outras ações em prol das HQs da Paraíba.

O projeto Espaço HQ realiza regularmente atividades voltadas a esse segmento de produção, como oficinas, laboratórios, discussões, palestras e vivência entre profissionais e amadores da área. A primeira ação do projeto ocorreu em outubro de 2014 com o Laboratório de Quadrinhos, ministrado por Thaïs Gualberto. Desde então, novas edições aconteceram regularmente, passando a fazer parte da agenda permanente da Funesc. A edição do próximo dia 28 abre a temporada 2017, que se estende até dezembro com atividades mensais. A ideia é reunir interessados no tema para um momento de interação, além de convidá-los a frequentar as atividades de HQ da Funesc, que tem fornecido espaço para a divulgação e comercialização do trabalho autoral de quadrinistas locais.

Nesta edição de janeiro de 2017, ocorreu a seguinte programação:

Feira de Quadrinhos – com nove mesas disponíveis para vender ou trocar quadrinhos autorais, exemplares da própria coleção e outros itens relacionados, como ilustrações, estatuetas, camisas, adesivos; dando-se preferência à venda de HQs próprias. Não é necessário pagar nenhuma taxa e será feita uma seleção caso o número de inscrições exceda a disponibilidade de mesas. Nesta e noutras edições, passadas e futuras, para se inscrever basta enviar um e-mail para funesc.quadrinhos@gmail.com, informando o material que pretende levar à feira.

Doação de gibis –  especialmente nesta edição e iniciada na última edição do Espaço HQ, realizado em dezembro passado, encerrou a arrecadação de gibis para a biblioteca Ariano Suassuna da Escola Municipal de Ensino Fundamental Cônego João de Deus. Após a visita dos alunos à Gibiteca Henfil no Espaço Cultural em 2015 e as aulas de leitura na própria biblioteca da escola, as professoras Conceição Ferreira e Íris de Jesus perceberam a paixão que os alunos têm pelas histórias em quadrinhos e acrescentaram ao projeto “Viajando pelo mundo da leitura” o trabalho com esse gênero textual, mas como o acervo de gibis da biblioteca é pequeno, começaram a arrecadação de quadrinhos para aumentar a oferta para os alunos.

Bate Papo – Vivendo de Quadrinhos na Paraíba: a partir das 16h, em meio a feira de quadrinhos para o público presente, Thaïs Gualberto mediou o debate sobre como profissionais paraibanos vivem profissionalmente de sua produção de quadrinhos. Tive a honra e alegria em participar desta programação. Junto comigo estiveram:

foto-alzirAlzir Alves – Alzir Alves, é curitibano, formado em Publicidade e Propaganda e CEO da Rascunho Studio, empresa fundada em 2007, especializada em agenciamento de artistas para o mercado nacional e internacional, que em 2010 ingressou na área de ensino de arte e cultura na cidade de João Pessoa-PB. Em 2014 fecharam uma parceria com o Comiconat e atualmente as duas empresas atuam lado a lado representando vários artistas para várias editoras americanas como: Valiant, IDW, T2, Mongoose Publishing, Joe Books, Landoll Publishing Company Assignment of Copyright, Dreamworks, Dark Horse, Avatar Press, Big Dog Ink, Top Cow, Silver Fox Comics, Monarch Comics, DC Comics, Marvel Comics entre outras. A trajetória profissional de Alzir começou em 2006 com o storyboard do longa-metragem brasileiro “O sonho de Inacim: o aprendiz do padre Rolim”. Em 2007, firmou sua carreira como agente e colorista digital, atualmente trabalhando no título “Geeks” da editora australiana, Silver Fox e em 2016, foi indicado ao prêmio HQMIX na categoria colorista de quadrinhos, onde ficou entre os 10 melhores do Brasil na indicação. Para saber mais sobre Alzir, acesse os links: http://www.rascunhostudio.com/  e https://www.facebook.com/RascunhoStudio/

foto-megaronMegaron Xavier – Paraibano de João Pessoa, é graduado em Rádio e TV pela UFPB. Trabalhou com audiovisual em projetos sociais e de formação profissional pelo estado, mas apesar da formação acadêmica, sua carreira de paixão é o desenho. Autodidata, hoje trabalha na área de ilustração editorial e quadrinhos para o público infantil. Publica quadrinhos de forma independente na Web desde 2013 na fanpage “Cotidiano Fantástico”. Ilustrou o livro “A História que Dormiu” da autora paraibana Norma Alvez, foi quadrinista do livro “José Lins do Rego em Quadrinhos”, texto de Iranilson Buriti, do livro “Ariano Suassuna em Quadrinhos” com o texto de Bruno Gaudêncio e recentemente do livro “Jackson do Pandeiro em Quadrinhos” com texto de Fernando Moura. Agora, em dupla com seu irmão e também desenhista Raoni Xavier, tem o projeto de lançar quadrinhos independentes sobre a alcunha de “Xavierez”. Para conhecer um pouco mais da produção de Megaron, acesse o site: https://megaronxavier.carbonmade.com/

foto-palomaPaloma Diniz – Com formação em Licenciatura em Artes Visuais (UFPB, 2007), é especialista em desenho artístico, em animação e computação gráfica com modelagem digital. Atualmente estuda desenho clássico com base na Belas Artes. Trabalhou freelancer como arte finalista de HQs no mercado internacional, produz quadrinhos independentes e fanzines. Atualmente, trabalha na produção de HQs para o mercado de quadrinhos brasileiro em todas etapas, também como desenhista para capas de revistas, estampas de camisas e ilustração em geral. É membro do Grupo Imaginário (de pesquisa em História em Quadrinhos da UFPB/PPGC/NAMID). Sob a presidência de Henrique Magalhães, é diretora da Associação Cultural Marca de Fantasia. Para conecer mais um pouco sobre meu trabalho, visite meu portfolio on line: http://palomadiniz.daportfolio.com/ ou aqui no meu blog. 🙂

foto-shikoShiko – Nascido e criado no Sertão paraibano, Shiko é ilustrador, grafiteiro, diretor de curta-metragem e autor de quadrinhos. Sua arte foi exposta em Portugal, Itália, Holanda, França e Brasil. Como autor de quadrinhos produziu Marginal Zine, Blue Note, O Quinze – adaptação do romance de Rachel de Queiroz –, entre outros. Em 2013 participou do projeto Graphic MSP com a HQ Piteco: Ingá e também lançou O Azul Indiferente do Céu, pelos quais recebeu os prêmios Angelo Agostini e HQ Mix de melhor desenhista, além do HQ Mix de melhor álbum de “Terror-Aventura-Ficção”. Em 2014 lançou o quadrinho erótico Talvez Seja Mentira e no ano seguinte, pela Editora Mino, Lavagem, uma HQ de terror passada nos mangues paraibanos. Entre suas últimas publicações estão duas edições de A Boca Quente, uma história de carros, crime, violência, sexo, vício, prostituição e decadência. Para conecer mais sobre Shiko e seu trabalho, acesse: https://www.flickr.com/photos/derbyblue/

Se você quiser receber boletins informativos e saber sobre a programação de quadrinhos do Espaço Cultural e da Gibiteca Henfil, basta mandar uma mensagem para o email  funesc.quadrinhos@gmail.com e você ficará sabendo do Espaço HQ e tudo que acontece sobre quadrinhos dentro da FUNESC!

Quero deixar aqui expresso meu agradecimento a Thaïs Gualberto que, juntamente com a FUNESC, acolheu a Gibiteca Henfil e proporciona estas atividades maravilhosas por nós, quadrinistas paraibanos! Sempre que puder, contem comigo. 🙂

Fonte de pesquisa e informações:

Página oficial da FUNESC:  http://funesc.pb.gov.br/?p=1010

FUNESC no Facebook: https://www.facebook.com/funescgovpb/?fref=ts

Quadrinhos Intuados- 2° Encontro Regional de Histórias em Quadrinhos.

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Entre os dias 12 e 14 de agosto de 2016, a FUNESC (Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo) realizou a segunda edição dos Quadrinhos Intuados. Esta ação cultural foi organizado por  Thaïs Gualberto (coordenadora de quadrinhos da FUNESC).

A proposta do evento é reunir todas as pessoas do nordeste que estão envolvidas pessoal e profissionalmente com quadrinhos; participaram deste evento quadrinistas independentes, professores cujo quadrinhos é seu objeto de estudo e elemento didático em sala de aula, profissionais que trabalham no mercado de quadrinhos, jornalistas especializados, ilustradores, e apaixonados pelas histórias em quadrinhos. O acesso ao evento foi gratuito e para todos os públicos.

Todas as atividades foram realizadas na Gibiteca Henfil e em torno desta. Exposições, bate papo, feira de quadrinhos independentes e oficinas.

Thaïs Gualberto, idealizadora e coordenadora do ‘Quadrinhos Intuados’ justifica a necessidade de um encontro regional voltado para o segmento. “A união regional tem-se mostrado uma tendência mundial, como forma de fortalecimento num contexto maior. No caso dos quadrinhos brasileiros, pouco se conhece dos quadrinhos realizados no nordeste, mesmo pelos próprios nordestinos”.

Três dias de encontro (sexta, sábado e domingo) dedicados aos quadrinhos nordestinos. E Thaïs complementa: “(…) tendo em vista uma troca de informações entre os quadrinistas da região Nordeste, que pouco se encontram, apesar de geograficamente próximos.”

Tive a alegria de ser convidada por Thaïs para mediar o bate papo sobre “Mangás Brasileiros” e participar da feira de quadrinhos independentes. Para mim, foi um honra participar novamente de mais uma edição dos Quadrinhos Intuados.

Os convidados desta 2ª edição dos Quadrinhos Intuados foram:

tumblr_inline_o9ypl9VMOQ1sa7bci_400Amaro Braga:

É Licenciado e Bacharel em Ciências Sociais (UFPE), Especialista em Ensino de História das Artes e das Religiões (UFRPE), Especialista em Artes Visuais (SENAC), Especialização em Gestão de EAD (UCB) e Mestre e Doutor em Sociologia (UFPE). Atualmente é Professor Adjunto no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da UFAL. Tem 8 álbuns em quadrinhos publicados. Entre outros prêmios de salões de HQ, ganhou o HQMIX de Melhor Contribuição em 2007. É membro fundador da ASPAS – Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial.

 

tumblr_inline_o9yjr74jAE1sa7bci_500Caio Oliveira:

Formado em Letras-Inglês pela UESPI, mas nunca entrou numa sala de aula como professor (tem fobia até da ideia!!), sua intenção com o curso foi simplesmente melhorar a compreensão do idioma britânico pra melhor me comunicar com os futuros possíveis patrões, pois trabalhar com quadrinho estrangeiro sempre foi sua meta. Pra isso, também fez o curso de Histórias em Quadrinhos na Quanta Academia de Artes em 2006, e de lá pra cá tem feito algumas incursões pelo cenário indie de quadrinhos tanto gringo quanto nacional. Vocês podem conferir alguns trabalhos no Cantinho do Caio, sua página no facebook.

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Pablo Casado:

Escritor, roteirista e variações. É coautor das HQs Sabor Brasilis, sobre os bastidores de uma novela do horário nobre, e da série Mayara & Annabelle, onde duas funcionárias públicas combatem demônios e outras criaturas místicas. É natural e residente de Maceió, Alagoas.

 

 

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Dharilya Sales:

Ilustradora, quadrinista e capricorniana. Vencedora do I Brazil Mangá Awards em 2014, com a história “Entre Monstros e Deuses” publicado pela editora JBC na antologia Henshin Mangá. Também publicou por financiamento coletivo “A Lojinha Mágica de Medos” da coleção Relicário HQ.

 

 

 

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Felipe Portugal:

Mora no Piauí e faz quadrinhos desde 2012 regularmente pra internet nas páginas Dadaísmo em Quadrinhos e Quadrinhos Insones – na qual é fundador junto com Diego Sanchez, seu parceiro no crime.

 

 

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Mariamma Fonseca:

Natural de Eunápolis-BA e atualmente vive em Belo Horizonte-MG. É jornalista por formação e ilustradora por opção. Idealizou o site Lady’s Comics (2010) sobre Mulheres e Quadrinhos e coordena uma gibiteca (2009) em sua cidade natal. Já ministrou aulas de arte para crianças e sempre atuou no ramo da cultura.

 

 

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Eudetenis:

Dupla formada por Paulo Serafim (roteirista/editor) e Giovana Serafim (desenhista). Seus trabalhos são reconhecidos no mundo todo em redes sociais de ilustradores como o Pixiv e Deviantart. Entre diversos trabalhos como freelancer espalhados pelo mundo, é um dos artistas da empresa japonesa TotheWorld, quadrinista para a empresa Team Revolt da Arábia Saudita, e também da equipe de ilustradores/quadrinistas da editora Jambô.

 

tumblr_inline_o9w9af7mGE1sa7bci_400Bruno Fernandes Alves:

Licenciado em Educação Artística – Artes Plásticas e Mestre em Comunicação, ambos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). No mestrado, defendeu a dissertação “Superpoderes, Malandros e Heróis: o discurso da identidade nacional nos quadrinhos brasileiros de super-herói”. Professor do Departamento de Educação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), onde leciona as disciplinas de Arte/Educação no Curso de Licenciatura em Pedagogia. Ministrou oficinas de quadrinhos no Festival de Inverno de Garanhuns, na UFPE e no Projeto Escola Aberta. Atualmente, pesquisa sobre a relação dos quadrinhos com o cinema, tendo apresentado trabalhos em congressos da área. Fora da área acadêmica, atua como colunista do blog Geek Café, onde escreve críticas sobre quadrinhos e cinema. Como roteirista, tem HQ’s publicadas no site Imagenista.

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AnaLu Medeiros:

Tatuadora, ilustradora e quadrinista potiguar. Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRN, é autora do zine Sangra (2014) e dos livros Ana e o Sapo (2013) e Carvalhos (2015) – com tirinhas publicadas online em www.tiraninha.com.br. Às vezes canta e escreve, e escolhe seus drinks de acordo com a cor do cabelo.

 

 

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Henrique Magalhães:

É Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP e Doutor em Sociologia pela Universidade de Paris. Ensina no curso Comunicação em Mídias Digitais e no Mestrado em Comunicação da UFPB. Criou a editora Marca de Fantasia, que publica álbuns, revistas e livros. É autor de livros sobre fanzines e histórias em quadrinhos.

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Ranoi Xavier:

Trabalha como ilustrador freelancer de literatura infantil e como diagramador e ilustrador de livros didáticos para cursos de educação a distância no IFPB. Já ilustrou três livros de literatura infantil, todos pela Editora Paulus. Tem um projeto paralelo de produção e publicação de quadrinhos independentes junto com seu irmão, Megaron Xavier. Gosta de música, video game, board games, RPG e cinema e o seu sonho é que seus desenhos continuem ajudando a contar histórias, suas e de outros autores. Blog: pipadepirata.blogspot.com
Portfólio: raonixavier.carbonmade.com

tumblr_inline_o9jont3ClA1sa7bci_500Audaci Junior:

Paraibano de João Pessoa, jornalista, cinéfilo e quadrinhista. Desde 2010 é resenhista do site Universo HQ, colaborando com mais de 150 reviews até o momento. Em 2005, produziu e dirigiu o curta-metragem “O gosto de ferrugem”, ficção baseada na HQ Todo o sal do mar, do português José Carlos Fernandes. No mesmo ano, lançou “Riscos no Tempo – 40 anos de histórias em quadrinhos na Paraíba”, álbum publicado pela editora Marca de Fantasia e o primeiro livro-reportagem em quadrinhos do país. Criou, em 2010, o HQ em HQ, blog com resenhas de quadrinhos utilizando o próprio formato.

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Megaron Xavier:

É Paraibano de João Pessoa, tem 27 anos e é graduado em Rádio e TV pela Universidade Federal da Paraíba. Trabalhou com audiovisual em projetos sociais e de formação profissional pelo estado, mas, apesar da formação acadêmica, sua carreira de paixão é o desenho. Sempre rabiscou os cadernos escolares criando histórias dentro de sua imaginação e seguiu o aprendizado da arte de forma autodidata, hoje trabalha na área de ilustração editorial e quadrinhos para o público infantil. Trabalhou de forma freelancer com editoras como a FTD, publica quadrinhos de forma independente na Web desde 2013 na fanpage “Cotidiano Fantástico”. Ilustrou o livro “A História que Dormiu” da autora paraíbana Norma Alvez, foi quadinista do livro “José Lins do Rego em Quadrinhos”, texto de Iranilson Buriti, do livro “Arianos Suassuna em Quadrinhos” com o texto de Bruno Gaudêncio e recentemente do livro “Jackson do Pandeiro em Quadrinhos” com texto de Fernando Moura. Agora, em dupla com seu irmão e também desenhista Raoni Xavier, tem o projeto de lançar quadrinhos independentes sobre a alcunha de “Xavierez”.

  • 1° dia:

A abertura do Quadrinhos Intuados ocorreu às 18h30 com a abertura da exposição do 4° Salão do Humor José Lins do Rêgo. às 19h em frente à Gibiteca Henfil houve um bate papo com os conviddos do evento.

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  • 2° dia:

Pela manhã, das 8h30 às 11h30, na Gibiteca Henfil, Dharilya Sales ministrou oficina de narrativa visual para HQs.

à tarde, das 14h às 15h em frente a Gibiteca Henfil teve OuBaPo; esta ação consistem construção coletiva de uma HQ, cada participante produz um quadrinho e todos tem como objetivo formar e contar um história.

Das 15h às 17h, no hall enfrente à Gibiteca, bate papo sobre “Jornalismo e Crítica de HQs” meiado por Alex de Souza com Audaci Junior, Mariamma Fonseca e Rento Felix. Thomaz Rocha  foi convidado e participaria deste bate papo; porém, por motivos de saúde, ele não pode comparecer ao evento. Neste bate papo abordou questões como a importância de uma crítica e análise dos quadrinhos publicados bem fundamentada, sua importância e peculiaridades do meio.

Entre os intervalos dos debates aconteceu a atividade “Quadrinhos em Ação”

Das 18h às 20h, ocorreu o bate papo “Quadrinhos na Academia” mediado por Allana Dilene, com Henrique Magalhães, Amaro Braga e Bruno Alves. Que abordou as dificuldades que ainda existe no meio acadêmico que considera HQs como uma subcultura, o preconceito e demérito da 9ª Arte.

Durante todo o 2° dia no decorrer do evento, ocorreu a Feira de Quadrinhos Independentes com o convidados que disponibilizaram à venda suas produções e derivados.

3° dia:

Na manhã de domingo, das 8h30 às 11h30, na Gibiteca Henfil, Pablo Casado ministrou oficina de roteiro para HQs.

14h às 15h, mais uma edição do OuBaPo.

15h às 17h, eu mediei o bate papo “Mangás Brasileiros” com Dharilya Sales, Amaro Braga e EUDETENIS. Os convidados trouxeram suas experiências e visões do mangá no Brasil; todas bem particulares: Dharilya falou da sua visão e experiência como produtora independente de mangás, Amaro Braga abordou sobre mangás brasileiros como objeto de estudo e pesquisa seu mestrado e como consumidor desta; EUDITENIS trouxe sua ótica e experiência na produção de mangás para o mercado nacional e internacional.

Entre os intervalos dos debates aconteceu a atividade “Quadrinhos em Ação”

Das 18h às 20h, bate papo “WebComics e Divulgação” mediado por Marcelo Soares com Felipe Portugal, AnaLu Medeiros e Caio Oliveira. Onde foi explanado todas as vantagens e desvantagens das ferramentas digitais na publicação e divulgação de quadrinhos na internet. Métodos de produção, recursos de estilo e linguagem para HQs na web.

Como no dia anterior, no decorrer do evento, ocorreu a Feira de Quadrinhos Independentes com o convidados que disponibilizaram à venda suas produções e derivados.

 

Para saber informações e/ou receber notícias das atividades de quadrinhos que ocorrem na Gibiteca Henfil e na FUNESC, basta enviar sua mensagem para o endereço eletrônico: funesc.quadrinhos@gmail.com

🙂

FONTES:

http://agostodasletras.tumblr.com/

https://www.facebook.com/funescgovpb/?fref=ts

COMUNHÃO

 

Grafite HB e 6B sobre papel sulfite branco 150g/m²

Grafite HB e 6B sobre papel sulfite branco 150g/m²

Comunhão é um projeto de HQ independente do Felipe Folgosi. Gentilmente, ele me convidou para fazer uma arte para sua campanha nas redes sociais.

Ele apresentou pra mim o projeto, encaminhou as referências e fiz esta imagem acima. Na história em quadrinhos, um dos temas é corridas de aventura e, predominante, terror psicológico. Aborda dramas e superação. Mas como eu me identifiquei muito com a Amy, sua personalidade, e eu já tive o cabelo curto como o dela, optei por fugir um pouco do tema. Fiz uma versão feliz, aventureira e disposta para viver novas aventuras.

Gostaria de ter finalizado com nanquim e colorido. Mas estou muito atarefada (no bom sentido) e optei por caprichar no grafite. Usei mina HB numa lapiseira da Pentel e lápis 6B da Staedtler. O papel é o mais básico de todos: sulfite branco com uma gramatura que é o dobro do papel tipo ofício (ofício tem 75g/m² e o sulfite que usei tem 150g/m².

Agradeço a sua visita no meu pedacinho da web. Se você quiser saber mais sobre este projeto e apoiá-lo, acesse:

https://www.catarse.me/pt/comunhaohq

😉

Perspectiva Linear com 1 Ponto de Fuga.

Esta é, dentre as técnicas de perspectiva, a mais usada. É tido como o primeiro teorema criado e este é baseado nos fenômenos da visão para representar com precisão as relações de tamanho.

Para aplicar esta técnica, consiste em seguirestes 5 passos:

1- Trace uma linha horizontal na superfície do papel; esta chamaremos de linha do horizonte.

2- Nesta linha, faremos um ponto no centro ou numa das estremidades desta (seja à direita ou à esquerda). Este chamaremos de ponto de fuga.

3- Desenharemos neste plano espacial, criando a face de sólidos para em seguida criar a sensação visual de profundidade. Aconselho que seja desenhados formas quadradas porque naturalmente iremos quadratar todos os objetos; partindo da forma quadrada aplicaremos melhor a técnica de perspectiva. Dois princípios serão fundamentais na composição: o primeiro é o tamanho do quadrado (quanto maior, ilusoriamente, mais próximo do espectador e quanto menor, teremos a sensação visual de estar mais longe) e o segundo é a colocação do sólido no plano ( abaixo da linha do horizonte teremos a ilusão de vermos o sólido visto este por cima; e se colocado acima da linha do horizonte teremos a lusão de vermos o sólido acima de nós).

4- Dos quatro cantos do quadrado desenhado, traçaremos linhas em direção ao ponto de fuga. Com linhas paralelas na horizontal e na vertical, definiremos a profundidade deste sólido.

5- E para finalizar, apaga-se as linhas em direção ao ponto de fuga que não usaremos mais.

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Abaixo, para ilustrar a aplicabilidade desta perspectiva está uma imagem do livro do arquiteto Gildo A. Montenegro retirada do livro Perspectiva dos Profissionais. Onde poderemos ver a aplicação desta perspectiva na criação de uma paisagem urbana.

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Introdução à Técnica de Perspectiva

Perspectiva Visual é técnica usada pra criar a ilusão de tridimensionalidade nas superfícies bidimensionais, seja no desenho ou na pintura. O teorema tido como o primeiro sobre perspectiva foi desenvolvido por Leon Batista Albert e posteriormente aprimorado por Piero della Francesca. Originalmente desenvolvido no período histórico das artes conhecido como Renascença na Itália, a técnica de perspectiva foi muito explorada e seguiu desenvolvimento com outros artistas como Leonardo Da Vinci. E ganhou proporções incontáveis com o uso do plano desenvolvido por René Descartez (plano cartesiano).

Ao aplicar a técnica de perspectiva, auxiliará a mostrar os objetos como eles aparecem à nossa vista, com volume e proporção visual semelhante ao real. Pode-se afirmar que a técnica de perspectiva cria distorções do natural em objetos, cenários e na figura humana.

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Dependendo da composição visual planejada, não haverá necessidade de aplicar a técnica de perspectiva; usaremos dos princípios básicos que, anteriormente, levaram a composição dos tratados técnicos desta: relação de tamanho e fenômenos da visão.

Relação de Tamanho:

Pela nossa memória tátio e espacial, registramos a proporção das coisas. Uma das primeiras técnicas de desenho para criar a ilusão de profundidade consiste em desenhar figuras maiores para dar a sensação de proximidade e figuras menores para dar a sensação de afastamento.

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Fenômenos da Visão:

O olho é um dos meios de percepção espacial porém, este é limitado. Naturalmente o olho capta e o cérebro organiza as informações. Esta captura visual do que nos cerca converge de forma cônica, afunilando, em direção ao globo ocular. No centro da visão, o que está nítido, chamamos de foco visual; Nos aredores, acima e abaixo e também no lado direito e esquerdo, chamamos de visão periférica (não tão nítido à vista).

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A figura acima foi retirada do livro Sombras e Luzes de autoria de Michael Braxandall. A imagem à esquerda exibe a vista de cima de sólidos geométricos; as linhas pontilhadas que convergem para um único ponto, mostram o caminho da informação visual em direção a visão. Na imagem da direita, vemos estes mesmos sólidos geométricos com distorção natural de um determinado plano de perspectiva, cujo espectador estaria de frente para estes.

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A figua exibida acima foi retirada do livro Curso Completo de Desenho dos autores Amadeu Sperândio e Rigoletto Mattei, e nesta visalizamos o processo de como as informações visuais convergem em direção à nossa vista. E demais técnicas de perspectiva é uma projetção inversa deste fenômeno da visão. Para assim criar e representar figuras, cenários e objetos semelhantes à maneira como vemos. Espelhando nas superfícies, cenas com a verossimilhança ao mundo que nos cerca.

Elementos da Linguagem Visual

Quando observamos uma ilustração, vemos um conjunto de figuras e cores dispostas numa superfície, interagindo e formando imagem. A infinita quantidade de imagens construídas com os mais diversos suportes e materiais surgem de elementos básicos usados na linguagem visual. O que veremos a baixo e na sequencia são: superfície e/ou espaço, ponto, linha, forma e volume. Para melhor compreensão, estudaremos cada um destes elementos da linguagem visual separadamente. Mas, antes disto, quero dizer que estes elementos mesclam-se; uns originam outros, contrastando e complementando. Por exemplo, para termos sombra é necessário que haja luz; luz e sombra projetam-se evidenciando a forma; para construirmos uma forma, precisaremos utilizar linhas; e a linha nasce de um ponto numa superfície.

  • Superfície e/ou espaço:

É natural confundirmos forma com superfície, superfície com espaço e espaço com plano; são elementos semelhantes.  Mas quando falamos em superfície, em termos técnicos das artes visuais, é a base onde executamos o nosso fazer artístico. Em particular para o desenho, será o papel e este é bidimensional, ou seja, possui altura e largura. Toda superfície tem uma forma. O papel geralmente tem forma de retângulo. Encontramos também noutros formatos e as sensações que sentimos ao olhar uma imagem vem também da forma da superfície.

Quando observamos uma superfície somos influenciados conscientes e inconscientes, pela nossa fisiologia, pela gravidade e pelo hábito de leitura. Nós que fomos criados na cultura ocidental, sempre observaremos as imagens seguindo a estrutura visual perceptiva como no exemplo abaixo:

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É impossível falar de superfície sem falar em composição, porque a maneira como dividimos e organizamos a superfície em que desenvolveremos o fazer artístico é fundamental para a melhor comunicação da mensagem que queremos transmitir com nossos trabalhos.

  • Ponto:

Segundo Dondis, em seu livro Sintaxe da Linguagem Visual (1996, p.53) “o ponto é o ponto de partida destes elementos. Quando fazemos uma marca, seja com tinta, com uma substância dura ou um bastão, pensamos neste elemento visual como um ponto de referência ou um indicador de espaço”.

O ponto, na maioria das vezes, não está visível no desenho. Usaremos o ponto para determinar o início do desenho, para aplicar a técnica de perspectiva, criar texturas.

  • Linha:

Pode-se dizer que a linha é um ponto em movimento. Ao posicionarmos a ferramenta de trabalho – para o desenho serão os lápis – em um ponto e arrastarmos, criaremos uma linha. “Nas artes visuais, a linha tem, por própria natureza, uma enorme energia. Nunca é estática; é o elemento visual inquieto e inquiridor do esboço. (…) Contudo, apesar de sua flexibilidade e liberdade, a linha não é vaga: é decisiva, tem propósito e direção, vai para algum lugar, faz algo de definitivo. A linha é elemento essencial do desenho.” (Dondis, 1996, p. 56).

  • Forma:

A linha descreve a forma. Pode-se dizer que a linha articula a complexidade da forma. Existem três formas básicas: quadrado, círculo e triangulo equilátero. (Dondis, 1996, p. 57). Cada uma das formas básicas possui características próprias e atribui-se significados, muitos específicos, alguns por associação, outros ainda, através de nossas percepções psicológicas e fisiológicas. Ao quadrado são associadas  as idéias de estabilidade e retidão; ao círculo associa-se a idéia de proteção, perfeição, infinito; e ao triangulo equilátero a idéia de equilíbrio. Todas as formas básicas são figuras planas e simples que podem ser facilmente descritas e construídas.

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Com base nestas três formas geométricas criaremos todas as figuras na composição de nossas imagens. As formas traçadas à “mão livre” resultam as chamadas formas livres. Na composição de objetos e cenários usaremos mais as formas geométricas regulares, e para desenhar a figura humana, animais e plantas, usaremos mais as formas geométricas livres.

  • Luz e Sombra:

O ser humano só vê graças à presença da luz sendo esta natural ou artificial. A luz pousa sobre os objetos, refletindo a luz junto com os tons e assim percebemos o volume das figuras nas imagens. Ao observarmos a natureza, estamos vendo a verdadeira luz. Quando vemos a “luz” numa imagem, vemos os materiais representando esta luz natural.

Os tons variam dos mais claros aos mais escuros e este é um dos melhores instrumentos de que dispomos para expressar o mundo tridimensional. Com os conceitos de luz e sombra poderemos criar a ilusão de profundidade na nossa superfície bidimensional – o papel. E por meio da aplicação dos efeitos de luz e sombra, nossas imagens transmitirão a sensação de volume.

Abaixo temos uma escala de tons de cinza, do branco do papel até o preto:

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Acima vemos o mesmo círculo com linha e transformado numa esfera com os efeitos de luz e sombra; abaixo temos um mapa das áreas luminosas.

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Fonte de pesquisa: DONDIS, Donis A. Sintaxe da Linguagem Visual. Editora Martins Fontes. São Paulo – SP. 1996.

Marcello Quintanilha retorna à João Pessoa

Texto originalmente publicado em no site da Ed. Marca de Fantasia e no Memorial dos Quadrinhos da Paraíba.

Nos dias 10 e 11 de abril de 2015, tivemos aqui em João Pessoa – PB, a presença de Marcello Quintanilha para bate papo e lançamento de sua história em quadrinhos intitulada “Talco de Vidro”. Ação esta promovida pela loja especializada em quadrinhos Comic House.

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Na noite do dia 10 de abril, nas dependências da Usina Cultural Energisa, por volta das 20h, ocorreu um bate papo com o autor mediado pelo jornalista Audaci Jr. Na ocasião, foi exibido um vídeo promocional de lançamento da HQ criado pela Comic House, Marcello Quintanilha fez uma leitura dramática das 20 primeiras páginas de Talco de Vidro, respondeu a questões sobre a sua mais recente publicação proferidas pelo mediador e pelo público.

No dia seguinte, nas instalações da Comic House, por volta das 18h30, Marcello Quintanilha, debruçou-se a autografar publicações para o público. Além de Talco de Vidro, gentilmente ele autografou outras obras de sua autoria. Calma e atenciosamente, Quintanilha conversou, autografou e permitiu-se fotografar com os presentes na sessão de autógrafos.

Sobre Marcello Quintanilha:

Carioca da cidade de Niterói  RJ, Marcello Eduardo Mouco Quintanilha é desenhista autodidata. Seu primeiro trabalho em quadrinhos foi publicado em 1988. Ainda adolescente, ele desenhou histórias de artes marciais para a revista Mestre Kim, da Bloch Editores. Na época, ele assinava com nome artístico de Marcello Gaú.

Aos 18 anos, tendo concluído o ensino médio, começou a trabalhar como animador para uma escola de inglês. Passou sete anos no emprego, usando o tempo livre para desenvolver seus projetos pessoais. A convite de Rogério de Campos (diretor da editora Conrad) passou a colaborar com as revistas General e General Visão, nas quais publicou histórias como Dorso e Granadilha. No mesmo período, criou trabalhos também para as revistas Metal Pesado, Nervos de AçoHeavy MetalZé Pereira.

Sua primeira graphic novel foi publicada em 1999. Fealdade de Fabiano Gorilla era uma história baseada na vida de seu pai, que foi jogador de futebol do Canto do Rio na década de 1950.

No ano de 1999, durante a 1ª edição do FIQ-BH  (Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte) conheceu o francês François Boucq, que se interessou pelo seu trabalho e convenceu-o a enviar seus desenhos para editoras europeias. Em 2003, publicou La promesse (A promessa), primeiro volume da série Sept balles pour Oxford (Sete balas para Oxford), pela editora belga Le Lombard, com roteiro do argentino Jorge Zentner e do espanhol Montecarlo.

O contrato com a editora belga levou Quintanilha a mudar-se para Barcelona, para ficar mais próximo dos roteiristas da série. Passou a publicar também ilustrações nos jornais espanhóis El País e Vanguardia .

Ao mesmo tempo, continuou produzindo álbuns para o público brasileiro. Sempre que pode e/ou é convidado, vem ao Brasils para lançar suas produções. Em 2005, publicou Salvador, na coleção Cidades Ilustradas da editora Casa 21. Seguiram-se Sábado dos meus amores (2009, troféu HQ Mix de melhor desenhista nacional) e Almas públicas (2011). A adaptação em quadrinhos da obra de Raul Pompeia O Ateneu pela editora Ática pela série Clássicos Brasileiros em HQ (2012), e pela editora Veneta lançou suas mais recentes produções em quadrinhos: Tungstênio (2014) e Talco de Vidro (2015).

Diga-se de passagem, Marcello Quintanilha com sua obra Sábado dos Meus Amores, é uma das três obras dos quadrinhos brasileiros dentre as mil e uma de uma célebre lista de Quadrinhos Que Devem Ser Lidos Antes de Morrer escrita pelo renomado jornalista britânico especializado em quadrinhos Paul Gravett   (http://www.paulgravett.com/1001_comics/1001_updates/).

Tutorial de Desenho com Técnica Mista: Trafalgar Law.

Para aqueles que desejam aprender um pouco mais sobre técnicas e materiais de desenho,  fiz abaixo um passo a passo de um desenho que fiz utilizando 3 materiais no mesmo trabalho: aquarela, nanquim e lápis de cor. Comumente, estes são os materiais de desenho que mais utilizo.

O personagem que escolhi  chama-se Trafalgar Law ; ele faz parte da série do mangá e anime intitulado One Piece. Ao estudar o personagem observando-o nas HQs e no desenho animado, colhi imagens para estudo da figura e de sua personalidade.

Imagens para estudo do personagem e composição:

O fato de eu optar por mais de uma material na composição de um desenho é porque cada um dará a possibilidade de representação de texturas e efeitos visuais diferentes para o que eu almejo representar no meu desenho.

Segue a lista do que usei para desenhar:

Primeiro, fiz um desenho com lápis grafite. Utilizei papel branco sulfite tamanho A4 e gramatura 150 g/m² e utilizei lápis grafite 6B da marca Staedtler série ‘Tradition’. Com o lápis grafite, eu delineei e representei o luz e sombra com técnica de hachurado (com linha) traçando de forma regular e irregular. No cenário eu misturei as linhas para criar o efeito de “sfumatto”.

Após desenho finalizado, sobre o mesmo coloquei outra folha de papel e o levei para a mesa de luz. Fixei ambos com fita crepe para as próximas etapas.

Com aquarela preta bastante diluída fiz um tom de cinza suave para o zíper do casaco e a parte clara do detalhe negro da espada. Com aquarela ocre criei os tons de metal dourado dos brinco que o personagem usa e o acabamento em metal da sua espada que também é dourado. Com o vermelho de cádmio da Winsor&Newton fiz o ‘sageo’ vermelho que circunda o ‘saya’ de sua ‘katana’. E para representar o volume deste “barbante” (sageo) eu usei também aquarela da Winsor&Newton na cor marrom ‘burnt umber’.

Em particular, gosto muito de aquarelas pastosas em bisnagas da Pentel porque com elas você poderá criar várias pastilhas e paletas de cores diversas. Podendo assim, você não se preocupar se determinada quantidade de tinta da cor criada acabar, não corre o risco de errar o tom na mistura das cores. Mas prefiro trabalhar com elas em forma de pastilhas. Assim eu tenho mais controle do volume de pigmento proporcional a coloração que quero.

Finalizada a coloração com aquarelas, parti para a coloração com lápis de cor.

Com os tons de cinza, fiz a volumetria do chapéu; como na pelúcia da espada, com traços curtos representei as sombras da textura da pelúcia de pelo curto. Seguindo a risca a técnica do hachurado: onde mais claro menos camadas, e onde mais escuro mais camadas de hachuras.

Com nanquim deve-se ter cuidado redobrado. Com aquarela que há um tempo de secagem pode-se modelar a mancha e o tom, pode-se retirar quase 100% da aquarela do papel. Com lápis de cor pode-se apagar. Mas com nanquim não tem ‘perdão’. Se errar, errou e será necessário adaptar o desenho ao erro ou perde-se o desenho.

Qualquer dúvida ou detalhe que você não entendeu e/ou quer saber mais, deixe seu comentário! Terei alegria em responder-te.  🙂

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