NU: uma parceira de sucesso!

 Hoje às 18 horas, dia 10 de setembro de 2014, no Café Furtacor (aqui em João Pessoa-PB) ocorrerá um evento especialmente importante pra mim: a estreia da NU Estamparia dos meus estimados Paulo e Cecília. 

Para mim é uma enorme alegria poder fazer parte e colaborar com os sonhos e projetos das pessoas. É uma relação de entusiasmo, afeto, confiança. 

Eu produzi três (03) estampas para a NU. Uma particularidade das 3, é que eu utilizei a cor da camisa na composição; o que faz com que a arte interaja com o suporte, não como um elemento inserido. Na minha opinião, uma imagem quadrada sobre a camisa parece que esta virou um ‘outdoor’. Eu gosto de ”brincar” com o suporte das artes.

10288788_655806251165391_4842852214511189986_n

La Face de la Calavera, foi a primeira estampa que desenvolvi para a NU.

Acima está a estampa que batizei com o nome “La Face de la Calavera” Esta composição foi produzida com aquarela na cor preta da marca Pentel, nanquim indiano da marca Talens e canetas nanquim da marca Steadtler; utilizei papel sulfite tamanho A3 gramatura 240 g/m²; usei pincéis de pelo de orelha de boi referência 182 da marca Pictore Tigre, e usei – para alguns detalhes mais delicados – pincéis de pelo de marta kolinsky da marca Winsor&Newton da série 7.

10491186_662765023802847_1498363432703786869_n

Respícere foi a segunda arte que desenvolvi para a NU.

 Na paleta de cores das futuras camisas que Paulo e Cecília disponibilizaram pra mim, há um tom de rosa muito lindo e quando eu o vi, veio a minha o seu simbolismo de ‘amor’ e, por sugestão de Paulo e Cecília, eu criei uma estampa em prol do respeito as diversas formas de amor. Sendo o rosa uma cor associada as mulheres, eu fiz uma composição com variantes do mesmo tom de base da camisa, ilustrando um amor feminino. E esta evocando as nobrezas do verdadeiro amor. Independente de cor, credo ou parâmetros de falsa moral. O amor de verdade não faz mal a ninguém; pelo contrário: amar de verdade só faz bem! Esta estampa chama-se “Respícere” e esta palavra é em latim que significa, segundo Nilson José Machado: “O verbo latino respícere, do qual se origina respeitar, significa ver com atenção, examinar, velar por, proteger. Respeita não é apenas ver, é voltar os olhos para o outro, ponderar, sentir-se responsável, sentir em si as dores do outro, sentir junto com o outro, que é sentido próprio da compaixão. As dores do mundo são nossas dores, ainda que não as tenhamos provocado pela nossa ação direta. Todo respeito é assimétrico. Se somente respeitamos aquele que nos respeita, então não o respeitamos verdadeiramente, apenas negociamos com ele uma trégua, um equilíbrio sempre precário entre duas ações desrespeitosas. Afinal, a paz não é a ausência de guerra, mas sim a vivência a justiça e do respeito mútuo.”

10432492_667269753352374_5224645550232901802_n

Contracontrole é a terceira estampa que desenvolvi para a NU.

E na última estampa, eu refleti um pouco de mim e das variantes emocionais que sofremos na nossa profissão de desenhista. Ser desenhista não é diferente das outras profissões: somos prestadores de serviço como um arquiteto, cabelereiro, pedreiro, pintor de parede, encanador.

Contracontrole é um termo de pouco uso da língua portuguesa porém, muito presente no nosso cotidiano de desenhistas. Esta palavra significa, segundo José Moreti: “contra-controle é o mecanismo de se defender da pressão, da fiscalização exercida por outrem… é o esforço, a tentativa de driblar alguma imposição autoritária, de torná-la sem efeito ou de anulá-la simplesmente. Resumindo: contra-controle é o controle do controle.”

Está muito ligado ao fato de a gente agir em contradição a real postura em determinada situação; se fazer de surdo (quando se tem a audição perfeita) é uma das mais comuns ações de contra-controle.

E nós desenhistas vivemos isso  cotidianamente nesta sociedade que possui conceitos distorcidos sobre arte. Algumas ‘pérolas’ que já ouvi: “Arte é coisa de vagabundo”, “… trabalhar com arte é bom porque não estressa”. E por aí vai nas mais diversas divagações errôneas. E nós vivemos nesse contra-controle, tentando manter a calma e o equilíbrio mental, psicológico e financeiro numa sociedade cada vez mais amoral e doente.

Mas, diferente das pessoas que “estudam” pra passar num concurso e/ou escolhem a profissão porque “dá dinheiro”, nós desenhistas somos loucamente felizes!

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s