O Escudo Manchado: um herói em tempo de guerra

Olá meus queridos, abaixo está uma entrevista do Jornalista Daslei Bandeira para o Blog dos Quadrinhos, do jornalista e professor universitário Paulo Ramos (um ctrl+c e ctrl+v básico).

O motivo pelo qual trago esta matéria, é o fato de que fui eu que ilustrei a capa do livro. Este desenho foi confeccionado com papel tamanho A4 tipo canson na cor creme, utilizei guache, nanquim aguada e canetas nanquim de ponta porosa. Tomei como base a arte de John Cassaday, a pedido do autor.

O livro encontra-se à venda no site da Editora Marca de Fantasia. Caso você se interesse em adquirir, basta acessar o link: http://marcadefantasia.com/livros/quiosque/escudomanchado/escudomanchado.htm

 

Imagem da capaLivro Mostra que Capitão América reproduz ideologia da Marvel. Por Paulo Ramos em 25/05/2007.

“O Escudo Manchado: um herói em tempo de guerra”, livro lançado este mês, mostra que o Capitão América funciona como um porta-voz das opiniões da Marvel Comics, editora que publica o personagem.

Segundo o autor, o jornalista Daslei Bandeira, o papel que o herói exerce para a empresa de quadrinhos é o mesmo que um editorial tem nos jornais.

Parte dessa visão opinativa ficou bem evidente depois dos atentados de 11 de setembro, em que
aviões destruíram as torres gêmeas de Nova Iorque e parte do Pentágono norte-americano.

A revista mensal do herói ganhou um novo enfoque e ele passou a lutar contra o terrorismo. As histórias, escritas por John Ney Rieber e desenhadas por John Cassaday, já foram pulicadas no Brasil.

“Por estar ligado diretamente à nação americana, ele não tinha como fugir desse fato em suas histórias como foi no caso dos personagens da editora DC Comics, e [ a Marvel] teria que tratar do assunto de tal forma que agradasse o povo americano e ao mesmo tempo comercialmente bom para o mundo”, diz Bandeira.

“O Escudo Manchado: um herói em tempo de guerra” (Marca de Fantasia, R$ 13) é o resultado do projeto de conclusão de curso. O jornalista imaginava inicialmente abordar a influência dos eventos de 11 de setembro de 2001 nos cinemas.

Surgiu então a ideia de abordar o tema ajustando o foco no Capitão América. Hoje, Bandeira se diz fã do herói , criado em 1941 por Jack Kirby e Joe Simon para lutar na 2ª Guerra Mundial.

“Mas, de início, não era muito [fã], por causa do discurso politicamente correto que era traspassado nas histórias”, diz o jornalista que esta com 29 anos. O interesse surgiu quando o personagem ficou mais questionador sobre o papel que exerce nos Estados Unidos.”

Daslei Bandeira mora em João Pessoa, na Paraíba. E de lá ele respondeu algumas perguntas do Blog dos Quadrinhos, feitas por e-mail.

 

Por que o título “escudo manchado”?

Foi meio que por sorte. Eu tinha que entregar um esboço do projeto, que até então tinha o nome de “A influência dos atentados do 11 de setembro de 2001 no personagem do Capitão América” e fui reler s saga a saga de John Rieber e John Cassaday fizeram. Em uma página, tinha um quadro onde mostrava o escudo com um veio de sangue do próprio personagem ( que se tornou capa do livro, com a arte de Paloma Diniz). Vi aquilo como uma metáfora que resumia o sentimento dos Estados Unidos em relação ao acontecido, uma ferida aberta no sonho americano.

Há uma hipótese que você defende na obra?

Sim, o personagem se tornou em uma espécie de foco opinativo da própria editora Marvel, algo parecido com os editoriais dos jornais. As ações do Capitão América são baseadas nos ideais que a empresa acredita, mas, como ele é o produto de massa, tem que ser algo vendável, assim ficando preso na questão mercadológica. Não tendo como escapar disso, a própria editora mantém um bolsão cronológico que, a qualquer sinal de necessidade de uma opinião mais forte e partidária, o que potencialmente diminuiria a vendagem da(s) revista(s) em que este atua, o personagem é enviado para lá. Funciona como um bote salva-vidas, por isso sempre que a opinião é cobrada pelo público, algo do passado dele é recriado ou redescoberto. Como exemplo, posso citar a saga do “Soldado Infernal”, que há pouco tempo foi lançado aqui no Brasil ( pela Panini), mas por lá foi durante a pior fase da invasão americana no Iraque.”

O enfoque está especificamente no Capitão América ou outros personagem são abordados?

O enfoque é no personagem do Steve Rogers ( o auter-ego do herói). O livro tem um capítulo específico para outros personagens que chegaram a utilizar o nome do Capitão América, co m John Walker, que primeiramente se chamava Super Patriota, mas que ficou conhecido como Agente Americano.

O personagem mudou desde 1941 pra cá. Primeiro era a 2ª Guerra. Neste século 21, esteve ligado ao combate ao terrorismo e aos eventos de 11 de setembro. Ele é uma espécie de reflexos de eventos históricos dos séculos 20 e 21?

Ele é um personagem que passou não pelos principais eventos do mundo, mas pelos principais eventos que a nação americana esteve envolvida, que são os mais divulgados pela mídia. Por ser um personagem extenso, em questão temporal, a ser publicado mensalmente, sim ele é um reflexo como qualquer outro objeto da mídia de entretenimento pode ser. Um reflexo distorcido, mas real dos sentimentos de um povo.

Onde entra a questão ideológica nas histórias do personagem?

Ele deixou de segui o país, Estados Unidos, como era pregado em sua criação, e segue apenas o Sonho, como ele próprio chama. Esse “Sonho” nada mais é que a reformulação para a ideologia de Revolução Francesa, Igualdade, Fraternidade e Liberdade. Ele deixou de ser apenas um soldado americano para ser um soldado do mundo. Os autores que trabalham e trabalharam com ele depois da década de oitenta, quando houve a tal reformulação, sempre tentam pregar esse discurso de desapego patriota e defesa do homem comum em suas histórias. Algumas vezes se torna enfadonho e até mesmo hipócrita, mas vejo-o como um discurso quase que religioso para o personagem, algo que só ele acredita e ninguém mais. Um discurso belo que os leitores deveriam aprender.

Recentemente, a Marvel “matou” o personagem. Você vê relação entre a suposta morte e o que abordou em seu livro?

Sim e não. Logo depois dos atentados o personagem se tornou mais questionador em relação ao Governo em si, por causa das ações deste em sua política externa. Como ele mesmo disse, no arco posterior aos atentados, os Estados Unidos têm sua parcela de culpa pelo sentimento que o resto do mundo nutri em relação a eles. As ações do personagem feitas na saga “Civil War” (ainda inédita no Brasil) podem ser vista como um resultado direto de como ele reagiu aos atentados. Mas sua morte não dá para ser interpretada como dessa forma, veremos isso quando/se ele ressuscitar.

Fonte: Blog dos Quadrinho, 25/05/2007. Site: http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/

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Entrevista: Art Thibert. (Interview: Art Thibert)

Este é o gentil e adorável Art Thibert.

Este é o adorável Art Thibert.

Atencioso para comigo. Adorável pessoa. Admirável sua carreira. Arthur ou “Art” Thibert é apaixonado pelo que faz. Com uma história não muito diferente de todos nós que trabalhamos com histórias em quadrinhos, mas com particularidades e grandiosidades de poucos, Art Thibert respondeu seis (06) pequenas e profundas questões ligadas à sua profissão de arte finalista, seu atual projeto independente atual e umas curiosidades que uma pessoa atrevida como eu perguntaria. Eu já admirava seu trabalho e depois de bater um papo com ele e trocar e-mail, eu o admiro ainda mais. É por causa de profissionais como Art Thibert que tenho orgulho em dizer que sou arte finalista. Espero que gostem desta pequena entrevista.

Paloma Diniz: Quais artistas influenciaram você de trabalhar em quadrinhos, ou que te levou a trabalhar com quadrinhos?

Art Thiebert: Eu sempre li gibis quando eu era criança. Acho que minha maior porta de entrada foi a de que série de TV Batman da década de 1960. Eu era um fã do Batman enorme para todos os meus primeiros quadrinhos foram Batman. Como primeiras influências artísticas Neal Adams e Gil Kane inspiraram-me, mais tarde, eram artistas como Art Adams, Kevin Nowlan e Burne John. Agora, a minha maior influência é Joe Bennett. Este desenhista é incrível, toda vez que eu faço arte final sobre seus desenhos eu aprendo muito.

PD: Você é desenhista, escritor e arte finalista. No Brasil, conhecemos mais o seu trabalho com arte finalista. Você prefere ser arte finalista? E a resposta sendo “sim”, o que o levou a ser um arte finalista?

AT: Eu nunca escrevi para os quadrinhos para o mainstream, mas escrevo meus próprios livros indy como Black & White e Chrono Mechanics. Também no passado, eu escrevi umas montagens de animação para programas de TV e, mais recentemente, eu estou escrevendo uma reinvenção de Black & White e adaptando o romance gráfico de Chrono Mechanics tanto como um romance e um roteiro de cinema. Atualmente, eu estou desenhando quadrinhos tradicionais – tanto pra DC quanto Marvel. Na verdade, eu comecei como desenhista da DC, eu desenhei Time Masters uma maxi-série e algumas edições de Warlord e Teen Titans Spotlight. Para a Marvel, eu trabalhei com Jim Lee quando ele foi o desenhista dos X-Men e posteriormente fui o desenhista de outro personagem dos X-Men, o Cable, em seu título regular. Você está certa, eu trabalho principalmente como arte finalista . Eu sou muito mais rápido como um arte-finalista, mas verdade seja dita, eu amo realmente observar o nanquim cobrindo o grafite! Mesmo quando eu desenho minhas próprias coisas, eu sempre as arte finalizo. Só assim eu sinto que o trabalho está completo. Eu acredito realmente que amo uma linha fina com tinta!

PD: Na sua opinião, qual é a diferença entre arte final artística e arte final digital? Qual a sua preferência?

AT: Eu gosto de utilizar tinta, caneta e pincel sobre a arte. Eu gosto do mais tradicional e orgânica. O uso do computador deixa o trabalho um tanto “falso”, não me parece honesto. No final do dia, com o trabalho tradicional tenho uma  arte original, com o uso de um computador eu terei apenas um arquivo. Eu não estou dizendo que eu nunca vou usar o computador, eu o utilizo agora para limpezas e às vezes para realçar os contrastes, mas realmente gosto da maneira tátil de colocar a tinta sobre o papel.

PD: As novas tecnologias, como por exemplo a Cintiq, irão substituir a arte final artística?

AT: Tanto quanto é, eu acho que é uma questão de preferência pessoal.

PD: Você falou comigo sobre projeto Chrono Mechanics estar no *Kickstarter. Por favor, fale mais a respeito. Esteprojeto pode chegar ao Brasil?

AT: É realmente uma pena que você não pode obter Chrono Mechanics no Brasil! Os livros originais sairam há alguns anos e, provavelmente, não foram amplamente distribuídos em outros países. A coisa boa sobre a Chrono Mechanics no Kickstarter é que ele vai permitir a todos o acesso a este material. O conceito de Chrono Mechanics é simples. Tempo é, literalmente, uma grande máquina, que foi construída no próprio tecido do tempo e do espaço. Como todos sabem, as máquinas quebram, e porque este é antiga – eu quero dizer muito, muito velha – ela quebra MUITO! A Chrono Inc. foi criada para monitorar e reparar esta máquina. Eles empregam diversos indivíduos ao longo do tempo (Time Repairmen / Reparadores do Tempo) para concertar esta grande máquina conhecida como TEMPO. Minha história centra-se na Equipe 9,2  do Setor 7 e suas façanhas hilariantes como os melhores Reparadores do Tempo que Chrono Inc. já conheceu. Eu estou muito animado com o site Kickstarter porque eu posso levar a um novo público (como o bom pessoal do Brasil) o maravilhoso e maluco mundo sci-fi de Chrono Mechanics! Será uma coleção com todas as histórias ja publicadas. Haverá também um monte de extras. Eu estou chamando a coleção, “Potholes in the Cosmic Road” ( algo como “Buracos na Estrada Cósmica”), eu estou esperando o resultado da arrecadação do Kickstarter na próxima semana (semana de 07 de fevereiro).PD: Para finalizar um pergunta de fã: Como foi fazer a arte final da revista A Morte do Super-Homem? Eu sou uma garota muito curiosa…
AT: Eu realmente não trabalhei como arte finalista na HQ da Morte do Super-Homem. Eu fiz lápis e arte final de algumas das capas. No entanto, eu também contribui para a produção das edições do noivado e casamento de Lois e Clark. Isto foi boa diversão!

Obrigado a todos pelo apoio da minha carreira, e não se esqueça de ir ao Kickstarter!

http://www.kickstarter.com/projects/1461073089/chrono-mechanics-potholes-in-the-cosmic-road?ref=home_location

Attentive with me. Lovely person. Brave your career. Arthur “Art” Thibert is passionate about what he does. With a history not unlike all of us who work with comics, but with a few peculiarities and acts marvelous, Art Thibert said six (06) small and deep issues of their profession inker, his current project and I, a curious, questions him. I’ve admired his work and after a chat with him and exchange e-mail, I admire him even more. It is because of professionals like Art Thibert which I am proud to say I’m inker. I hope you enjoy this little interview. Good read!

  1. Which artists influenced you to work in comics, or that took you to work with comics?

I’ve always read comic books when I was a kid.  I think my biggest gateway was that Batman TV series from the 1960’s.  I was a huge Batman fan so all my early comics were Batman.  As early artistic influences Neal Adams and Gil Kane inspired me; later were artists like Art Adams, Kevin Nowlan and John Burne.  Right now, my greatest influence is Joe Bennett.  This penciler is amazing; every time I put an ink line over his pencils I learn so much.

  1. You are writer, penciler and inker. In Brasil, we know your job with inker. Do you perfer to be inker? And the answer ‘yes’, what’s took you to be a inker?

I’ve never written for mainstream comics, but I write my own indy books such as Black & White and Chrono Mechanics.  Also in the past, I’ve written animation pitches for TV shows and most recently, I’m writing a re-imagining of Black & White and adapting the Chrono Mechanics graphic novel as both a novel and a movie screenplay.  I have done penciling for mainstream comics – both DC and Marvel.  In fact, I started off as a penciler at DC; I penciled Time Masters maxi-series and some issues of Warlord and Teen Titans Spotlight.  For Marvel, I followed Jim Lee as penciler on X-Men and later I penciled another X-Men character, Cable, on his own series.  You’re right, I mostly ink.  I’m a lot faster as an inker, but truth be told, I really love the look of things that are inked over just pencils!!!  Even when I penciled my own stuff, I always inked it.  It just feels more finished.  I believe I really love a finely inked line!

  1. In your opinion, that a difference between artistic inkslinger and digital inksliger? Which you choice?

I like to sling my ink with pen and brush on art board.  I like the more traditional and organic.  The computer feels phony to me; it doesn’t feel as honest.  At the end of the day, traditional leaves me with an original piece of artwork where a computer leaves you with a file.  I’m not saying I’ll never use the computer; I use it now for cleanups and blacks sometimes, but right now I really like the tactile way of putting ink down on a board.

  1. The new technology, for example Cintiq, it will substitute artistic ink?

As far as that is concerned, I think it’s a personal preference.

  1. You talked to me about Chrono Mechanics Kickstarter. Please, talk about more. These comics don’t come in to Brazil.

That’s a shame that you can’t get Chrono Mechanics in Brazil!  The original books did come out some years ago and probably weren’t widely distributed in other countries.  The good thing about the Chrono Mechanics Kickstarter is that it will allow EVERYONE access to this material.

The concept of Chrono Mechanics is simple.  Time is literally a big machine which was built into the very fabric of time and space.  As we all know, machines break down, and because this one is old – I mean really, really old – it breaks down A LOT!  Chrono, Inc. was created to monitor and repair this machine.  They employ diverse individuals throughout time (Time Repairmen) to fix this big machine known as Time.  My story focuses on Team 9.2 of Sector 7 and their hilarious exploits as the best Time Repairmen that Chrono, Inc. has ever known.

I’m looking forward to the Kickstarter campaign because I can bring a whole new audience (like the good people from Brazil) to the wonderful and wacky sci-fi world of Chrono Mechanics!  It’s going to be a traded collection of all the past stories.  There will also be a lot of extras.  I’m calling the collection, ‘Potholes in the Cosmic Road,’ and I’m hoping to get it up on Kickstarter sometime next week (week of February 4th).

  1. The question of fan: how to make the ink the of The Death of The Superman? I’m a curios…

I didn’t really work on the ‘death of Superman’ stories.  I did do pencils and inks on some of the covers.  I did; however, get to contribute to the engagement and wedding of Lois and Clark issues.  That was good fun!

Thanks to everyone for your support of my career, and don’t forget to go on Kickstarter!

Outras informações sobre Art Thibert:

http://en.wikipedia.org/wiki/Art_Thibert

Mais um pouco sobre o trabalho de Art Thibert:

http://comicartcommunity.com/gallery/categories.php?cat_id=653

Paletas de Cores Digitais

Predominantemente, hoje, a colorização de desenhos é efetuada por meio digital. Mesmo as produzidas de forma artística, dependendo do fim que esta se destina, passarão pelo processo digital de edição e terão – direta ou indiretamente – suas cores manipuladas pelos meios digitais.
Segundo a Wikipédia, “uma paleta, no jargão da informática, especificamente da computação gráfica, é um subconjunto determinado da gama total de cores suportadas pelo sistema gráfico de um computador. Para cada cor da paleta se designa um número, e em cada pixel é armazenado um destes números. Estes números determinam a cor do pixel. As paletas permitem que imagens que contenham um pequeno número de cores sejam armazenadas utilizando-se uma quantidade reduzida de memória gráfica”.
Os programas de colorização e edição de imagem – em particular os da suíte Adobe – apresenta matizes numa linha vertical e as variações de saturação/brilho num diagrama, que vai do escuro ao claro no eixo vertical, e do cinza ao saturado no eixo horizontal. A maioria dos programas gráficos ou sistemas operacionais de computadores usam algum tipo de círculo cromático no padrão RGB para que o usuário selecione a cor desejada. Estas são versões padronizadas, criadas com base no sistema de cores da mistura substrativa que vimos anteriormente (modelo CMYK) que se baseia o círculo cromático de processo.
A normatização das cores seguindo regras internacionais de padronização, é para que seja aqui ou em qualquer outro lugar no mundo, as cores definidas em um determinado projeto sejam fielmente reproduzidas. Evitando assim falhas na reprodução gráfica da imagem.

Os padrões dos sistemas de cores digitais de maior uso industrial e comercial são: Pantone, Focoltone,  Toyo e Trumatch. Abaixo vemos a paleta digital Pantone; este sistema de especificação cromática é bastante conhecido nos Estados Unidos, Europa e Reino Unido. Cada cor é definida por uma fórmula, que diz à gráfica como misturar dez cores primárias para criar a tonalidade exata. Os valores de conversão CMYK oficiais também estão disponíveis, mas só aproximadamente a metade resultará numa combinação perfeita da cor do ponto.

Paleta de cores padrão PANTONE.

Paleta de cores padrão PANTONE.

O processo Pantone de colorização permite que você escolha entre mais de 3.000 combinações CMYK e seu alinhamento permite o uso de 1.300 cores sólidas.

          Abaixo podemos observar a paleta Focoltone. A palavra Focoltone vem do inglês four color tone, porque é baseado no sistema CMYK. As 763 cores impressas por processo, ou pré-misturadas pela gráfica como cores de ponto sólidas. Amplamente utilizado, o Focoltone é líder em software de design gráfico como o Adobe Photoshop, Adobe Illustrator, Macromedia Freehand e Quark Xpress, para a cor mais fácil de correspondência no trabalho de design.
Paleta de cores padrão FOCOLTONE.

Paleta de cores padrão FOCOLTONE.

Na sequencia, podemos observar a amostra da paleta TOYO Color Finder 1050. Consiste de mais de 1000 cores baseadas nas tintas de impressão mais comuns usadas no Japão. Consiste de mais de 1.000 núcleos baseadas. As tintas de impressão comumente usadas Japão, O TOYO Color Finder 1050 Book contém amostras impressas das cores TOYO e está disponível a partir de impressoras e artes gráficas lojas de suprimentos. Ou seja é o sistema japonês bem particular para colorização digital e impressão gráfica. E finalizando, podemos obrervar à direita o Thrumacht Color Finder. Fornece cores CMYK correspondência previsível com mais de 2.000 cores.
Paleta de cores padrão TOYO.

Paleta de cores padrão TOYO.

           O digital, patenteado TRUMATCH do sistema é a paleta de 4 cores em todos os programas de software para design gráfico e ilustração da Adobe, Corel e Quark. Incluindo o popular Adobe InDesign, Adobe Photoshop, Adobe Illustrator, Adobe PageMaker, Adobe FreeHand, CorelDRAW, Corel Ventura e QuarkXPress. Isso inclui o  Adobe InDesign, Adobe Photoshop, Adobe Illustrator, Adobe PageMaker, Adobe FreeHand, CorelDRAW, Corel Ventura e o QuarkXPress. TRUMATCH é baseado nas teorias da cor original que descreve como o espaço tridimensional, que foram apresentados separadamente por Munsell e Ostwald em 1929 e 1931, respectivamente, e refinado em 1931 pela Comissão Internacional de Iluminação (CIE).
Paleta de cores padrão TRUMATCH.

Paleta de cores padrão TRUMATCH.

          É visível a semelhança entre os sistemas de colorização digital; a variação maior encontra-se na gama de cores disponíveis e as possibilidades de combinação entre si.
          Aparentemente eles parecem bem desorganizados em parte porque seus swatches (amostras) são arranjados em uma janela de proporções arbitrárias. Os programas também vem com alguns conjuntos de cores próprios que podem ser úteis. Se você prefere começar do zero, o selecionador RGB lhe dá alguma ideia da relação entre matizes. Mas não há disposições para círculos cromáticos alternativos, nem qualquer maneira de encontrar combinações de cores, exceto a olho  nu ( no olhômetro, como dizia minha professora de desenho na UFPB, Rosires). Há várias utilidades de software foram desenvolvidas  para resolver estas imperfeições. Por exemplo, o programa Corel Draw X3 oferecer na sua lateral direita, a paleta de cores pré-definidas do programa. Na ferramenta Editor de Paleta, você pode escolher a paleta de cor a ser aplicada pelo programa; há duas padrões que são a paleta CMYK predeterminada, a paleta RGB predeterminada. E as que você pode usar e editar que são paleta personalizada (com opções temáticas de cores) e  a paleta do usuário (que você pode criar paletas baseada nas pré-existentes de cores e salvar ; ou adicionar paletas pré-existentes do seu PC nesta pasta).
Apesar das mudanças de uma paleta para a outra, só existe uma diferença real entre os sistemas de colorização, seja ele digitas ou manual: a capacidade de utilização individual de cada um. Independente de como o artista colore, seu conhecimento, domínio do material e ferramentas, farão a grande diferença e até o destacará dentre os demais o caracterizando de maneira particular, o que chamamos na arte de  estilo.
          Para saber mais sobre cores, outros sistemas e seu uso, recomendo o livro O Guia Completo da Cor.Esta publicação é de autoria de Tom Fraser e Adam Banks e este livro foi traduzido e publicado no Brasil pela Editora SENAC São Paulo em 2007. Abaixo uma figurinha da capa dele:
Capa do livro citado acima.

Capa do livro citado acima.

Se você se interessou por esta publicação, visite o site da Ed. SENAC SP!